26 de dezembro de 2009

Comida multicultural

Hoje, dia de Natal, muita coisa estava fechada na cidade. Resolvemos dar uma passeada por um lado da cidade em que Natal é só um dia como outro qualquer. Descemos a 4th Avenue em direção à Houston Street para achar umas delis e padarias judias que a Luciana leu a respeito.

Lá no Soho encontramos o Katz’s, que dizem ter um bom sanduíche de pastrami. Mas o dia não estava para sanduíche e o Nano e a Lu acabaram comprando döner kebab e falafel. Numa lanchonete turca. Onde inclusive meu irmão fez o pedido em turco e ficou papeando com o cara que preparava os pedidos.

Já, mais tradicionais, meu pai e eu resolvemos comer uma comida mais “normal” que compramos numa deli porto-riquenha: arroz, feijão, galinha ensopada, porco assado e purê de batatas. Voltamos para casa carregados de delícias para almoçar com a Berna. Ela havia ficado porque exagerou na comilança no dia anterior. Também, para quem não come pimenta, encarar comida mexicana no almoço e vietnamita no jantar, é demais.

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Nós, no apartamento, comendo nosso almoço de Natal.

25 de dezembro de 2009

Topo do mundo

Com um título desses, não tem suspense: vou falar do nosso passeio ao Empire State Building. São 102 andares de ferro, tijolos e concreto que marcaram definitivamente a paisagem de Manhattan. Fomos até o mirante do 86º andar, o mais tradicional, e ficamos esperando o entardecer. Foram algumas horas de espera, mas valeu a pena. Seguem as fotos, que nesse caso específico, realmente valem mais que as palavras.

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Meu pai aponta na direção do Financial District, com a Lu olhando.

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O sol se pondo no horizonte, sobre New Jersey.

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Chrysler Building: mais bonito que o Empire State, na minha opinião.

Um templo para a mente

O Herald Tribune descreveu assim a New York Public Library, quando da sua inauguração. E foi com uma reverência digna de templo que fui visitá-la hoje. Entramos, os cinco, pela porta principal, ladeada pelos famosos leões, que o prefeito La Guardia batizou de Paciência e Coragem. Logo na entrada, o hall impressiona. É quase tudo em mármore e de proporções exageradas. A biblioteca é grande, bem grande.

Antes de procurarmos a sala de leitura principal, uma das atrações do prédio, visitamos uma exposição sobre “Cândido, ou o Otimismo”, de Voltaire. Muito legal, inclusive com um manuscrito original da obra.

A sala de leitura principal é um caso a parte: além de clássica, em madeira e piso em granito, é de muito bom gosto. Vale definitivamente o passeio. E, melhor de tudo, é de graça.

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Gostei dessa foto que fiz na sala principal de leitura da NYPL.

24 de dezembro de 2009

Xmas Spectacular

Desde que começamos o planejamento dessas férias, a Lu fala em ver duas coisas em NYC: o balé Quebra Nozes e o Radio City Music Hall Christmas Spectacular. O primeiro, beleza. Mesmo quem não gosta de dança, como eu, curte a música de Pyotr Tchaikovsky na boa. Já o segundo eu imaginei que seria uma tortura.

De manhã, depois de passar na loja de guitarras da 4th Street, rumamos para o guichê da TKTS em South Street Seaport. É o mesmo que tem na Times Square e que todo mundo conhece, só que sem as filas. Coisas de quem planejou bem… Compramos três ingressos: para Lu, Berna e eu. Nano e pai não quiseram ir.

Logo que chegamos no Radio City, uma surpresa: os lugares eram excelentes, na décima-segunda fila, no lado esquerdo. Bem perto do palco. Não tivemos que pegar fila para entrar por conta dos lugares, que eram bem bons mesmo. O foyer também é muito bonito e valeu a pena entrar.

Quando começou o espetáculo, já vi que não era minha praia, mas mesmo assim, bem menos chato do que achei que seria. Quando as Rockettes dançam, é legal no primeiro minuto da coreografia. Os outro seis seguintes ficam chatos. Pelo menos para mim. A Berna e a Lu adoraram, curtiram de montão. Dá pra ver que elas já estavam empolgadas antes do show começar, que foi quando tirei essa foto.

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“Olha só como estamos perto do palco”, diz a Luciana.

Primeiras compras

Não resistimos e hoje fomos às compras. Lu e eu saímos pela manhã para visitar uma loja de guitarras usadas perto do apê. Um seleção de dar gosto. Me agradei de duas, uma Gibson SG preta e uma Fender Stratocaster vermelha, mas ainda vou procurar mais. Quero ver se amanhã dá tempo de passar na Guitar Center, que também é pertinho, na 14th.

Depois de passear um pouco no East Village e de ir ao South Street Seaport, Lu e eu demos uma parada na Strand Bookstore, pertinho de casa, na esquina da Broadway com a 10th. Aí não deu pra agüentar e acabei levando uns livros para casa, um quadrinho do Alan Moore e outro do Frank Miller, além de “O retrato do artista quando jovem”, do Joyce. O excesso de bagagem começa a dar as caras na viagem.

23 de dezembro de 2009

Tutti buona gente do lado de casa

Depois de visitar o museu, decidimos sair para jantar. Meu velho não janta, só toma um café à noite, então ele a minha mãe ficaram no apartamento enquanto Nano, Lu e eu saímos para achar uma comidinha legal pelas redondezas.

Mas peraí: estamos em New York, então em uma única quadra, havia dois restaurante mexicanos, dois italianos, um indiano, um vietnamita, um japonês e um bistrô. Que tal? Fomos num italiano que nos pareceu simpático, comemos uma lasanha bolognese – Lu e eu – e um penne toscana – o Nano. Não foi muito caro, o serviço era bom e o ambiente gostoso.

Ah, um detalhe a mais: não fica nem a 300 metros do apartamento. Na University Place, entre a 12th e a 11th. Chama-se Ossobuco.

Ah, isso me lembra de falar sobre o apê. É num prédio muito legal, de ferro fundido, bem antigo. Era uma fábrica, depois uma loja e foi um dos primeiros na região – Greenwich Village – a ser tranformado em prédio residencial com lofts. Ou seja, um apartamento pequeno, mas com um mezanino e um baita pé-direito. Dá pra ver pelo tamanho das janelas na foto logo abaixo.

O que também dá pra ver legal na foto é a quantidade de neve acumulada nas ruas. Quando chegamos, tive que abrir um caminho na neve, a pisadas de meu botinão de trekking, para poder passar com as malas. Parece que sexta vai chover, aí a neve derrete rapidinho.

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Pai, mãe, Nano e Lu (esq. para dir.) saindo do nosso prédio.

Big bang, dinossauros e neandertais

Hoje o dia foi passado quase todo num único lugar: o American Museum of Natural History. É um baita museu e vamos ter que voltar para terminar de visitar. Nos dedicamos a ver as exposições especiais que estavam rolando por lá. Uma sobre mamíferos, outra sobre sapos e uma terceira sobre borboletas. A dos mamíferos e a dos sapos estavam muito legais.

Só que gastamos praticamente toda a tarde nisso e visitando também o Rose Center, que trata de espaço, da origem do universo e de geologia e geografia. E onde tem um planetário irado! Um programão para um cara que gosta de ciência como eu. O próprio museu – tanto a forma de montar as exibições como o prédio em si – é um grande barato.

Como temos bastante tempo aqui em NYC, vamos voltar para visitar toda a parte dos animais marinhos, dinossauros e tantas outras que passamos só rapidamente.

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Família no planetário: acima, uma representação do planeta Saturno.

21 de dezembro de 2009

Paisagem de filme de Natal

Passear pelo Central Park com os caminhos repletos de neve é lembrar de filmes de Natal. Entrar na Macy’s, ver a árvore do Rockfeller Center… Nossos passeios de hoje foram bem do tipo Natal de cinema.

A Luluca viu neve pela primeira vez. Meu irmão atirou uma bola de neve nela. “Dói”, foi a observação. Claro que a friorenta, única pessoa que usa um casaco de pena de ganso no inverno de Floripa, reclamou da temperatura de um grau negativo que pegamos. Ainda assim achou bonito e curtiu caminhar nas ruas da cidade. Só achou ruim mesmo é andar patinando na neve e no gelo. E nas poças de água formadas pela neve derretendo nas ruas. Mas a temperatura está subindo e talvez amanhã o degelo aconteça mais rápido. Vamos ver.

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Luciana tira as luvas por um momento, para sentir a neve.

Demorou, mas chegamos

Atribulada a nossa vinda para New York. Quem viu jornal entre ontem e hoje, tá sabendo que o Nordeste dos EUA enfrentou uma nevasca como há muito não se via. O aeroporto La Guardia, para onde estava programada a nossa chegada, fechou. Ficamos sabendo disso já no Galeão, no Rio. A Delta trocou a gente para Newark.

Quando chegamos a Atlanta, todos os vôos pra NY estavam cancelados. O primeiro vôo a decolar em para um dos três aeroportos da região foi o nosso. Imaginem só a fila de espera, o desespero das pessoas querendo embarcar.

Pois bem, tínhamos nossos cartões de embarque emitidos no Rio, mas não eram o padrão do aeroporto de Atlanta. Quando fomos para o embarque, a garota nos colocou de lado. E dê-lhe entrar gente no avião. Gente e mais gente. Até que a atendente da Delta disse que Luciana e eu podíamos embarcar. Mas meu pai e minha mãe, ainda não.

Ficamos preocupados. Argumentei com a garota que eles não falam inglês bem, que são idosos, etc. Mas ela só respondeu: “We’ll take care of them”. E mandou que a gente entrasse, sem conversa. Entramos, mas com um pé atrás. A Lu ficava insistindo que eu fosse falar com a atendente. Esperei um pouco, para ver se eles entravam. Nada.

Quando o vôo estava quase cheio, saí atrás dos dois. Ainda estavam lá, colocados de lado pela Delta. E, no avião, os lugares dos dois estavam vazios. Fui lá e falei para o pessoal da Delta. Pareciam baratas tontas. Mas conversa dali, conversa de lá, conseguimos embarcar os quatro. Ufa!

Agora há pouco, meu irmão chegou de Viena, também atrasado e enfrentando ainda as consequências do fechamento dos aeroportos por conta da nevasca. Agora estamos todos juntos na apartamento da Broadway com 11th e amanhã as férias começam para valer.

19 de dezembro de 2009

Um longo dia antes de um longo mês

Hoje começam minhas férias. Não que vá ficar totalmente longe do trabalho – tenho umas análises para fazer, um relatório para montar e um artigo científico para escrever – mas ainda assim, é um período em que poderei descansar e fazer umas das coisas mais legais em que se possa empregar dinheiro: viajar.

Vamos ficar um mês em Nova Iorque. De domingo, 20, até o dia 17 de janeiro. É um bom tempo. E por isso exige um bom tempo de planejamento também. Mas, ainda assim, muita coisa ficou para a última hora. Só hoje consegui comprar uns dólares. Só hoje consegui programar as contas que vão ficar para pagar no período em que estou longe. Só hoje consegui ligar para as administradoras de cartão avisando que não estranhem as movimentações no exterior. E só agora consegui arrumar as malas. Ufa!

Além disso, o dia no trabalho foi muito corrido, com reuniões, debates, repasses de tarefas. Mas está tudo acertado e tudo pronto, ou pelo menos quase. Amanhã pulo cedo para pegar um terno na lavanderia – ou senão os caras vão vender por achar que abandonei-o por lá – comprar umas coisinhas na farmácia, fazer as minhas teimosinhas da loteria e outros pequenos afazeres. E depois, aeroporto!

Aguardem, claro, posts e fotos no blog.

3 de dezembro de 2009

Nada de novos baianos nessa “garoa”

Vejam só as fotos da chuvinha que caiu agora há pouco na terra da garoa. Ontem deu um toró semelhante, mas o de hoje me pegou a caminho do aeroporto de Congonhas. O sempre diligente Toninho teve que dar mil voltas por dentro de Moema para evitar as ruas alagadas.

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2 de dezembro de 2009

18 + 10

Já não é qualquer mulher que me faz virar o pescoço. Sabe, aquela olhadinha? Todo homem faz isso, seu pai faz também, ou fez, pelo menos. Quando se é garoto, basta a mulher não ser um dragão que o cara vira o poescoço para olhar a bunda. É, a bunda. Não viramos o pescoço para apreciar a sedosidade do cabelo, a curva da nuca ou a simetria dos ombros. Olha-se a bunda. E quando se é guri, mesmo que a mulher seja feia, sempre há a esperança de que a bunda compense.

Mas vamos lá: quando Patrícia passou por mim, a caminho de seu lugar na poltrona 18 D, eu vi os rostos dos caras à minha frente virando. Patrícia era alta, de pele clara e cabelos escuros e cacheados. Realmente chamava atença. A boca tinha uma forma que lembrava um coraçãozinho, uma coisa meio de desenho japonês, meio mangá. O nariz era redondinho e delicado, separando simétrica e perfeitamente dois olhos castanhos muito expressivos. Já disse que ela era alta? Bem, era um mulherão.

Vinha pro seu lugar causando torcidas de pescoço. E eu olhei também. Não me contive e olhei. Mas não precisei virar o pescoço. Olhei direto no rosto, nos olhos. Como se, de tudo aquilo que era Patrícia, só me interessasse pelos olhos. E ela olhou de volta, do mesmo jeito. Quando passou pela fila 10, onde eu me sentava, virou o pescoço. E eu virei também, prolongando a encarada. Não lembro quem desviou os olhos primeiro. Eu diria que foi ela. Mas acho que vale perguntar para ela também.

Depois do tempo em São Paulo é bom, com temperatura em torno dos 24 graus, as saídas estão localizadas sobre as asas e nas partes traseira e dianteira da aeronave, ladies and gentleman turn off your cell phones e todos os etecéteras que acompanham o ritual de vôo, dei mais uma olhada para trás. Ela me procurou com os olhos e nos encontramos por segundos, até sermos interrompidos pela aeromoço, lembrando que Patrícia teria que afivelar o cinto.

Não deu um minuto com os sinais de apertar os cintos apagados e levantei. Disposto a conversar com ela, saber seu nome, que como vocês já sabem, eu descobri. Ao me aproximar da fila 18, ela sorriu e fez sinal apontando para trás, para o fundo do avião. Passei direto e ela levantou logo atrás. Me seguiu por todo o corredor, conseguia sentir seus passos, um metro atrás.

Não entendi nada quando ela me empurrou para dentro do banheiro e me beijou, sentando com as pernas abertas e de frente para mim, me obrigando a sentar na privada. Fiquei ainda mais atônito quando o beijo se prolongou para o pescoço e a mão embrenhou-se por dentro da camisa. Acho que o resto não vale a pena descrever. É gráfico demais e pode ter crianças lendo. Mas dá pra dizer o seguinte: seu nome era Patrícia e hoje deita ao meu lado todas as noites.

24 de novembro de 2009

O último visto

Notícia fresquinha dada pela dona Berna agora há pouco: o visto do meu irmão saiu. Ou seja, estamos com tudo acertado pra um Natal em família em Nova Iorque. Quer dizer, ainda tem muito o que planejar e arrumar, mas o essencial tá feito: passagens compradas, apartamento alugado, vistos na mão. O resto é resto. Até dinheiro não é problema: qualquer coisa, taca no cartão e paga na volta, hehehe.

21 de novembro de 2009

Viagem: planejando os gastos

OK, vamos abrir o jogo: para planejar uma viagem, você tem que dedicar um bom tempo antes da partida. É preciso montar um roteiro, decidir o que você quer fazer no seu destino, quando vai e levantar informações a respeito.

Dessa vez, temos cinco (ou seriam seis?) guias de Nova Iorque aqui em casa. Já lemos alguns, Lu e eu, e devemos ter todos os pontos de interesse mapeados em breve. Com isso em mãos, você vai para a internet descobrir quanto custa cada passeio. Nesse ponto, não dá pra tomar atalhos, tem que anotar tudo. Se você pensar “Ah, são só cinco dólares”, seu planejamento vai para as cucuias. Cinco dólares ali, cinco lá, logo viram 100 dólares. E 100 dólares são quase 180 pilas. Você sente falta de 180 pilas na carteira, não sente?

O próximo passo, agora que você já sabe o que quer fazer e quanto custa cada uma dessas coisas, é colocar tudo numa planilha. Eu uso o Excel mesmo, mas dá pra usar organizadores financeiros, uma folha de papel e até mesmo um guardanapo e um lápis dão conta do recado. Eu divido minha planilha em grupos de despesas: transporte da viagem em si, alimentação, passeios, estada, transporte local e compras.

Prefiro fazer assim porque há despesas de tipo diferente. Ao definir um valor para alimentação, por exemplo, você vai multiplicar pelo número de dias da viagem e também pela quantidade de pessoas. Já compras, é um item que não exige multiplicação alguma: definiu que vai comprar um Playstation e que custa 400 dólares, tasca lá e pronto.

O transporte local também é fácil de planejar. No caso de NYC, basta entrar no site da MTA NYC Transit e pegar os valores de metrô, ônibus e trem. Calcule um valor para táxis, que você usa no caso de necessidade e tá feito o seu planejamento de transporte.

Os passeios podem tomar mais tempo. Um show, um concerto, um jogo da NBA, tudo isso pode ser precificado, mas você vai ter que pesquisar bastante. E em alguns casos, para garantir o preço, comprar adiantado. Museus, exposições, parques e atividades afins também devem estar na planilha.

A estada é um componente dos mais importantes. Dessa vez, em NYC, já vamos sair daqui com a estada praticamente paga, porque estamos alugando apartamento em Manhattan por um mês. Mas isso terá que fazer parte da planilha.

Com os valores todos planilhados, vai chegar a hora de decidir quanto levar em dólares, quanto e o que você vai pagar no cartão e quanto levar em travellers checks. Quando fomos à China e Europa, no ano passado, a composição era mais complicada, porque tivemos que decidir quanto levar em euros, quanto em dólares e quanto em travellers de cada moeda. Deu perfeitamente. Aliás, sobraram alguns euros que vou converter em dólar agora para levar nas férias deste ano.

19 de novembro de 2009

Tudo azul

Ufa, foi tudo bem com a cirurgia da Berna. Aguardamos a biópsia para ter certeza, mas a médica crê que fosse benigno. Ela tá se recuperando bem. Valeu pelo povo que perguntou por ela e que desejou que tudo desse certo. E deu mesmo. Brigado!

17 de novembro de 2009

Preocupado

Eu sei que ficar preocupado não adianta nada. Ou se faz algo, ou se tira o que preocupa da cabeça. Mas não consigo evitar.

Minha mãe faz uma cirugia hoje. Coisa simples, cisto no ovário, coisa que a cirurgiã dela faz com uma mão nas costas. Mas ainda assim, me preocupo. Muito mais por estar a centenas de quilômetros de distância dela do que qualquer coisa.

Estou passando boa parte da semana em Brasília, a trabalho, e justo no dia em que ela vai ser operada, estou longe. Ainda bem que meu pai e a Lu estão por perto para atender a dona Berna. Me vendo nessa situação, entendo melhor a posição do meu irmão, que deve se mudar de Viena para vir morar mais perto dos nossos pais.

15 de novembro de 2009

Tá ficando com jeito de carro

Ontem estive na Armação dando uma olhada no andamento da restauração do Puma. O chassi e assoalho ficaram muito bons. O carro parece novo. Ainda sem a carroceria em cima, ficou parecendo um carro que tá saindo da linha de montagem agora.

Ainda vai um bom tempo e vai ser complicado me ausentar por um mês, justo na fase mais final do processo. Mas vou confiar no Fausto e no Felipe e seu trabalho. Até agora, não têm me decepcionado em termos de qualidade.

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13 de novembro de 2009

Fazendo os planos

Hoje paguei metade do aluguel do apartamento em que vamos ficar em New York de 20 de dezembro a 17 de janeiro. Foi uma graninha, mas certamente vai ser bem mais em conta do que ficar em hotel. Até porque não vamos só nos dois. Meus pais vão conosco daqui do Brasil – apenas voltam um pouco antes – e meu irmão vem da Áustria para nos encontrar. Será, portanto, um Natal e um Ano Novo em família, só que num lugar diferente.

A partir desse final de semana é que a Lu e eu vamos nos dedicar mais aos planos da viagem. E quando digo dedicar, não estou brincando. Quando viajamos, programamos tudo com antecedência, calculamos cada despesa e fazemos as reservas financeiras direitinho. Tanto que em 2008, depois de passar 32 dias pela China e Europa, voltamos para casa com dinheiro. Que nem trocamos e vamos usar nessa viagem agora. Planejamento pode não ser tudo, mas é muito.

20 de outubro de 2009

Adeus

Ontem fez 13 anos do falecimento da minha avó materna. E apenas cinco dias do falecimento do meu sogro. Sofri muito com os dois. Claro que a partida do meu sogro, que era como um pai para mim, dói mais agora, por ser tão recente. Mas sinto falta de ambos.

Eu não sou uma pessoa espiritualizada. Não creio em Deus, em vida após a morte, em redenção eterna, em reencarnação. Para mim, a vida é matéria. E um dia o corpo falha e a gente se vai. Pra sempre, pra não mais voltar.

Apesar do meu ceticismo, também não acredito que a vida da gente se vai pra sempre. Quem tem filhos e netos, como o seu Carvalho e a Vó Maria, deixa um pouco da herança genética, de suas características físicas e de personalidade.

Mas, mais importante, quem teve uma convivência boa com seus amigos e família, deixa lembranças. Boas lembranças. E essas vão durar por algumas gerações. Minha mãe e meu tio lembram de muitas coisas de minha avó. Minhas primas, meu irmão e eu também. Só aí vão duas gerações de lembranças. As memórias do seu Carvalho ainda estão muito vivas. Lembrar dele ainda dói. Mas é a melhor coisa que ele deixa para nós. E é o que eu quero deixar quando me for. Me esforço para isso.

8 de outubro de 2009

No fundo, no fundo…

Desde março deste ano o Puma está em processo de restauração com o Fausto, um pumeiro aqui de Floripa. Ele e o filho, Felipe, estão trabalhando no meu tubarão e uma série de coisinhas surgiram nesse meio tempo. A última é um problema com o fundo, ou assoalho, do carro.

Comprei um assoalho – o par, na verdade, já que é uma peça para o lado do motorista e outra para o carona – de Brasília logo que o carro foi para a oficina do restaurador, que é na casa dele, na Armação, Sul da Ilha. O problema é que faz umas duas semanas ele começou a montar o chassi e notou que o assoalho não servia.

O resumo é que o Puma Tubarão, modelo do meu, usa o assoalho do VW Karmann-Ghia, diferente dos pumas mais novos, que usam o de Brasília cortado. Aí ferrou. Quem diz que eu acho um assoalho de Karmann-Ghia para vender. Procurei por tudo, mas nada de aparecer um original.

Até que o Fausto cruzou com um anúncio de um cara em São Paulo que fez um assoalho para Karmann-Ghia artesanalmente, em chapa de aço preta. Entramos em contato, chegamos a negociar preço e tal, mas depois de ele mandar as fotos do assoalho e eu avaliar, vi que tinha algumas grandes diferenças em relação ao original. Podia complicar para obter placa preta, o “atestado” de originalidade de qualquer carro antigo.

Falei com Fausto e decidi mudar o plano. Vamos tentar recuperar o assoalho original, aproveitando pedaços do assoalho de Brasília novo que eu já tenho. Sábado vou lá na Armação com medidas e planos para acertarmos os detalhes.

Agora, que a fibra está praticamente pronta, começam a pintar esses detalhes complicados. A borracha que não serve, a dobradiça que não está na medida, os parafusos que não batem com a especificação. E por aí vai. Me dói a cabeça só em pensar em fazer um inventário de todos os parafusos para comprar. Claro que vou trocar todos eles. O trabalho para levantar um por um é hercúleo. Mas só assim para o carro ficar novo como eu quero.