18 de novembro de 2010

Direto do Android


Comprei um telefone novo, um Motorola Milestone, rodando Android. Estou gostando do bichinho. Me adaptei bem ao teclado qwerty dele - bem parecido com o do Nokia 9300, meu primeiro smartphone - e gostei da interface e dos aplicativos do Market.

Ainda estou encontrando as coisas, embora já esteja com o aparelho há quase um mês. Estout testando os aplicativos, vendo o que atende minhas necessidades, coisa e tal.

Acabei de instalar, por exemplo, o Blogaway, um cliente do Blogger para poder postar direto do telefone sem ter que usar a interface do Blogger. Parece legal. E é gratuito.

Aliás, quase todos os aplicativos que estou usando são freeware. A exceção é um para controlar apresentações do Power Point com o telefone, o PPTRemoteControl. Testei a versão free e gostei. Vale pagar o quase 10 pilas que o desenvolvedor pede pela versão completa.

Só falta eu decifrar o sistema de pagamentos do Market. Cadastrei meu Amex lá, mas o sistema diz que o cartão é inválido. Não sei se preciso esperar eles checarem alguma coisa ou simplesmente não aceitam cartões expedidos foras dos EUA. Amanhã eu descubro isso.

30 de outubro de 2010

Velejada na sexta-feira

Não foi por falta de tentativas anteriores que só nesta sexta, dia 29, consegui velejar num dia de semana. Desde que voltei a atuar como consultor, venho tentando pegar uma sexta à tarde com dia bonito para botar o Gostosa no mar. Coincidiu que meu camarada e proeiro de longa data Carlito está trocando de emprego e resolveu ficar uns dias entregue ao dolce far niente. Era o parceiro que estava faltando.

Saímos para o mar à tarde, em torno de 14h30min. Meio na coragem, porque um pouco de gasolina velha entupiu o motor. Levamos ele mesmo assim, mas não chegamos a usar. O pessoal da marina nos deu um reboque até uns metros da costa, só para livrar das marisqueiras e dos barcos apoitados. Subimos vela com facilidade e zarpamos para uma bela velejada. Até na chegada, consegui manobrar o barco até a entrada da marina apenas no vento.

O vento estava forte, de Nordeste, entre 10 e 12 nós com rajadas acima dos 15 nós. Bastante para um Day Sailer e dois caras que pesam pouco mais que 70 quilos. Andamos boa parte do tempo com o barco afundado na água, muito adernado e praticamente todo de lado. Ainda bem que o leme é comprido, ou teria perdido o controle por alguns momentos. Bem, melhor vocês verem o videozinho que montei com as imagens que fizemos na sexta.


Update: Mancada minha colocar uma trilha com direito autoral. Usei Loss of Control, do Van Halen, e editei o vídeo para o ritmo da música. Mas o YouTube já pegou a minha “pirateada” e tirou o áudio do vídeo. Mudei o áudio usando uma música oferecida pelo site, o que vai fazer com que apareçam anúncios no vídeo. Vou ficar atento para numa próxima vez, além de editar o vídeo, criar minha própria trilha.

19 de outubro de 2010

Trocando de telefone

Tenho um HTC Touch rodando Windows Mobile há mais ou menos três anos. É um excelente telefone e vem atendendo minhas necessidades muito bem. Só tem um porém: não é 3G, o que deixa o acesso à internet muito lento.

Por conta disso, comprei um telefone novo, com um plano de dados legal, pela Vivo. É um Motorola Milestone, que nos EUA é vendido como Droid, pela Verizon (só que na versão CDMA). Hoje chegou o brinquedo e já comecei a fuçar embora a TIM e a Vivo não tenham feito a portabilidade do meu número.

Meu primeiro obstáculo foi ao descobrir – na real eu já sabia que enfrentaria esse problema – que o Android, o sistema operacional do Motorola, não sincroniza e-mail, contatos, agenda e tarefas com o Outlook. E eu venho usando o Outlook desde, bem, desde sempre. Mais de mil contatos cadastrados, com foto, endereços, biografias breves, dados de aniversário, hobbies. Um banco de dados bem completo.

Comecei a quebrar a cabeça para sincronizar o Outlook com o Gmail. Não rola de maneira simples. Teria que criar um arquivo CSV com os contatos exportados e importar no Gmail. As fotos, por exemplo, iriam para a cucuia.

Até que tive uma idéia: e se eu sincronizar o HTC com o Gmail e depois o Motorola? Fiz uma busca rápida na internet e achei uma página do Google que explica como proceder no Windows Mobile. Deu tudo certo e os dois telefones já estão com a mesma informação. Só as tarefas e as notas do Outlook é que ficaram de fora. Mas é pouca coisa e dá pra fazer na mão mesmo. Agora é só aguardar a portabilidade.

26 de setembro de 2010

A todo volume

Ontem assisti, já com muito atraso, o documentário “A Todo Volume” (It Might Get Loud, 2008, EUA). Dificilmente paro para ver um filme sobre bandas ou para assistir a um show na tevê ou DVD. Sequer tive paciência de ir até o final de “Shine a Light”, o filme de Scorsese sobre os Stones. Mas os primeiros cinco minutos de “It Might Get Loud” me deixaram grudado na tevê por duas horas e meia(contando os extras, que vi de cabo a rabo).

O tema do documentário é simples: guitarras. Para falar sobre esse instrumento, que de certa forma é o mais representativo do rock, o produtor Thomas Tull e o diretor Davis Guggenheim convocaram três guitarristas, de diferentes estilos e épocas: Jimmy Page (Led Zeppelin), The Edge (U2) e Jack White (White Stripes e The Raconteurs).

O filme é uma montagem, muito bem feita, de entrevistas individuais com os três e uma sessão conjunta deles sentados frente a frente num galpão, acompanhados de seus instrumentos. Essa última sessão vira uma aula de guitarra. Só parei o filme por um momento: para pegar o amplificador e a minha Gibson SG e ficar dedilhando enquanto assistia. Não resisti a “participar” da brincadeira junto com os três.

Quem gosta de rock ‘n roll, especialmente de guitarras, vai gostar do filme. Não tem como ficar indiferente a sequências como a de Jack White montando uma guitarra seminal com um pedaço de madeira, uma garrafa de coca-cola, dois pregos, uma corda de aço e um captador. Ou a visita de Page a Headley Grange, onde o Led gravou Led Zeppelin IV, Houses of the Holy e Physical Graffiti. Ou, ainda, as sequências que mostram o local de trabalho de The Edge, na sua casa, em Dublin.

É, na minha opinião, um baita filme. Vale muito ver e está disponível nas locadoras – peguei em Blu-Ray, mas acho que deve ter em DVD também. Só que, se você toca, é bom ter o instrumento por perto. Não vai ser possível vencer a tentação de acompanhar Page, White e Edge nos riffs de Wholle Lotta Love.

19 de setembro de 2010

Primeira velejada da temporada

Às portas da primavera, saí para velejar com o Gabriel, sobrinho da Lu, e a namorada Jessica. Depois de dois dias de vento muito duro, Sul, entrou um Nordeste simpático e agradável no final da manhã deste domingo. Era o que bastava para tirar o Gostosa do seco. E eu da seca. Saca só o filme e o trajeto do passeio:

 


Visualizar Velejada de 19-09-2010 em um mapa maior

11 de setembro de 2010

Troca de experiência

Acabei de sair da Bilioteca da UFSC, onde estava ministrando um curso de 16 horas sobre inteligência competitiva. O curso era voltado para bibliotecários – foi promovido pela Associação Catarinense de Bibliotecários (ACB) – e teve a participação de 15 pessoas.

Fazia mais de um ano que eu não punha os pés numa sala de aula no papel de professor e mesmo com a falta de prática, foi muito legal poder trocar experiências com o pessoal. A turma era ótima, composta tanto por estudantes de biblioteconomia quanto por profissionais já formados, alguns mestres.

Claro que ajuda o fato de eu falar apaixonadamente sobre o tema que virou minha profissão já há alguns anos ajuda na motivação para ficar oito horas seguidas em pé e falando. Mas essa energia da troca de conhecimento é muito boa e acontece independente do assunto. Vou dar uma ajeitada no meu Lattes e ver se dá para ampliar as atividades como professor. Pode ser até que não pague tão bem, mas é muito recompensador.

3 de setembro de 2010

Harmonização na origem

É muito difícil eu copiar ou até mesmo citar uma matéria de jornal ou revista aqui no blog. Mas esta eu não resisti. Fiquei imaginando as vacas meio altinhas e curioso em descobrir o sabor da tal carne “pré-marinada”. A nota é da Revista Adega.

Bêbado como uma vaca?
Uma fazendeira em Okanagan Valley, em British Columbia, no Canadá, parece ter encontrado outra utilidade para vinhos na gastronomia. Ao assistir um programa de culinária em que um chef dava cerveja a seus porcos 90 dias antes de sacrificá-los, Janice Ravndahl decidiu fazer o mesmo com suas vacas. No entanto, a fazendeira imaginou que a cerveja poderia inchar a carne dos animais. Acabou optando por vinho, então. As vacas foram alimentadas com cerca de um litro de vinho tinto por dia, às vezes, misturado com a comida e, às vezes, puro.
De acordo com a fazendeira, a primeira vez que as vacas provaram a bebida, estranharam. "Mas desde então, estão felizes. Elas andam mugindo um pouco mais e parecem mais relaxadas", disse Janice. Chefs locais notaram a sutileza do sabor mais complexo da carne das vacas da fazendeira de Okanagan e um chegou a dizer que parecia que elas haviam sido pré-marinadas. Uma outra forma de utilizar vinhos na culinária pode ter sido encontrada e parece ter agradado até vacas antes do abate. "Depois de um tempo já tomando vinho, quando elas nos vêem chegando com as bacias de comida, não chegam a correr, mas vêm mais rápido do que o habitual", conta Janice.

27 de agosto de 2010

Sabedoria das massas

Acho que foi lá por 2006 ou 2007 que ouvi falar pela primeira vez em prediction markets. Nem lembro se li, se vi na internet ou se alguém me falou. Mas estudando um pouco sobre construção de cenários para um artigo que estou escrevendo, sobre usar a metodologia de disaster sheets e fatores críticos de sucesso na geração de cenários tendenciais, me lembrei desse negócio.

Engraçado, mas de todos os cursos, eventos, palestras de IC que participei nos últimos dois anos, não ouvi ninguém falar sobre prediction markets, que vou traduzir como mercados de previsão. Eu estranho porque acho uma fonte de informação interessante, uma maneira de, com baixo custo, captar o sentimento das massas.

Claro que não “aquelas” massas. Não daria pra prever a eleição de Paul Kagame em Ruanda usando uma ferramenta na internet. Simplesmente porque a penetração da internet em Ruanda é de 3% da população. Mas para tentar prever se Sarah Palin vai disputar a corrida presidencial norte-americana em 2012, pode ser uma fonte de informação interessante.

Esses mercados de previsão funcionam como um pregão de ações, só que em vez de papéis, que você compra ou vende uma opinião. Pegando o exemplo da bela ex-governadora do Alasca, o enunciado seria “Sarah Palin será a candidata republicana em 2012”. Isso é colocado no sistema e as pessoas que usam o site começam a comprar ou vender esse enunciado. Com base apenas nas suas próprias opiniões.

É opinião, claro. Mas a riqueza está na sabedoria – ou ignorância – das massas. Não é a minha ou a sua opinião, sedimentada em um texto do word e batizada de relatório de inteligência competitiva. Não. É a opinião de um monte de gente, com diversos graus de estudo, passados, formações, percepções, ideologias, religiões e por aí vai. Para entender melhor, dê uma olhada no intrade, um desses mercados. Tirei o exemplo da Sarah Palin de lá.

Claro, não dá pra construir um cenário só com base nisso. Aliás, não dá pra criar qualquer tipo de relatório decente de inteligência com base em uma única metodologia (eu sei que tem gente que discorda disso, mas eu finco pé na minha opinião). O negócio é que esses prediction markets podem servir para ajudar na hora de botar o pescoço para fora da carapuça e se arriscar com tendências e cenários. E, pela minha experiência, não tem muita gente de IC usando isso.

26 de agosto de 2010

Limpeza nos links

Faxina leve, só de passar o aspirador e tirar a poeira, nos links ao lado. Entraram os dois blogs do meu irmão Giuliano, que está morando em Porto Alegre depois de passar dez anos vivendo em Viena. Ele tá dando aulas de alemão e de piano na capital gaúcha e montou os blogs para divulgar o trabalho. São o Piano em Porto Alegre e Língua e literatura alemã em Porto Alegre.

Também fiz uma limpa mandando para o espaço blogs de um post só ou sem atualização há mais de um ano e mexi nos endereços que haviam sido trocados, como o do blog do Dauro Veras, que ficou chique e ganhou domínio próprio faz tempo.

25 de agosto de 2010

Navegando a cinco megas

Hoje os caras da Net vieram instalar meu combo. Telefone, um ponto de cabo básico na cozinha e internet de 5 MB. Rodei o teste de velocidade e deu 4.96 MB. É, tá bom.

Quando pensei em trocar de operadora de telefonia – porque o meu telefone tá muito caro e porque a internet já não tá lá essas coisas – primeiro fui na GVT. Dizem que é a melhor banda larga do país. Simulei um plano pelo site e descobri, feliz, que era a também a combinação de fone + internet mais barata. Mas dei com os burros n’água quando o vendedor me informou que eles não atendem a minha rua.

Até tentei renegociar valores e serviços com a Oi, mas os caras não são bons de conversa. Acabei indo pra Net e por enquanto tudo bem. Chegaram para instalar no dia e hora combinados e foram bem prestativos. Uma pena que – sabe como é prédio antigo – os cabos tiveram que ficar expostos, passando por rodapés e coisa e tal. Paciência.

24 de agosto de 2010

Sobre o amor

No restaurante a quilo, um rapaz de vinte e tantos anos conversava animadamente com a moça de vinte e poucos. Cabelos curtos, barba rala e olhar brilhante, sentado na ponta da cadeira, sem um prato sequer de comida à sua frente, o rapaz contava sobre sua namorada. A garota loura, de blusinha tomara-que-caia rosa, nariz afilado e maquiagem carregada, ouvia a narrativa entre uma garfada e outra.

O rapaz contava da noite anterior, quando havia levado a menina objeto de sua afeição ao cinema. Relatava tudo com uma inocência incondizente com a sua aparente idade. Falava sobre pegarem as mãos um do outro, sobre como ele estava nervoso e como ele havia “pedido a mão dela em namoro”.

A mesa comunitária me permitiu ouvir a conversa em silêncio, enquanto comia devagar. A garota que fazia papel de confidente, pelo menos quatro ou cinco anos mais nova do que o rapaz, eventualmente encorajava o detalhamento de uma outra emoção. Mas ao olhar para ela, via-se que não tinha paciência para toda a narrativa do amigo.

Trabalhavam juntos, disso não tenho dúvida. Mas havia algo mais na relação dos dois. A impaciência da garota, o jeito como ela olhava para o rapaz, sei lá. Só fui descobrir quando ele se despediu, pagou e foi embora. A moça ficou e ligou para uma amiga. Nesse ponto, eu já estava terminando meu almoço, mas enrolei para ver se extraía mais alguma informação.

No telefone, a garota queixou-se que o fulano – já não recordo o nome – era um idiota mesmo. Que tinha saído com aquelazinha e ainda contava tudo para ela. “O que tenho que fazer para ele ver que eu tô a fim dele”, ela perguntou para a amiga. Me deu vontade de responder que abrisse o jogo, que falasse para o cara, porque, meio abobado como era o rapaz, jamais adivinharia. Mas fiquei quieto, dando uma última olhada para a garota maquiada de blusinha tomara-que-caia rosa. Ela pode conseguir coisa melhor do que ele.

17 de agosto de 2010

Interrompemos nossa programação para….

Hoje começou o horário eleitoral gratuito. Pela manhã, já ouvi algumas inserções no rádio do carro. Logo mais, às 13 horas, vou assistir ao primeiro programa na tevê.

Embora ainda seja um marco importante da campanha eleitoral em eleições majoritárias, já não considero tão relevante a propaganda em tevê. Quem realmente quer buscar informação sobre seu candidato, usa a internet. Salvo um ou outro cidadão, o contingente de pessoas que presta atenção na propaganda é pequeno.

As inserções são diferentes. Tomam a gente de surpresa, entre o comercial do carro e o do sabonete. Fica na mesma porção do cérebro a decisão de comprar um Clio, usar Dove e votar na Dilma.

Não estou apostando que haverá uma virada a partir do início do horário eleitoral. Serra – que agora parece, ouvindo o jingle de campanha, que se chama Zé – tem menos tempo de tevê e não conta com um cabo eleitoral que tem mais de 70% de aprovação.

Essa é, aliás, a primeira vez na nossa história recente que um presidente termina seu segundo mandato – ou seja, sem chance de reeleição – bem avaliado pela população. Lula tem todas as condições de fazer sua sucessora. Tem a máquina do governo, a estrutura do PT, que ocupou cada espaço possível da estrutura governamental, o maior tempo de tevê, alianças boas em quase todos os estados. Dilma só precisa colar mais e mais na imagem do Lula e tá feito o trabalho.

Lamento dizer, mas se a eleição fosse um fundo de ações, aplicava todo meu dinheiro na Dilma LTDA. Vai dar ela em outubro.

13 de agosto de 2010

Costumes são apenas costumes

Quando voltei a trabalhar sozinho, no meu home office, pensei que a adaptação seria fácil por conta da experiência passada. Afinal, há pouco mais de cinco anos, era assim. Eu sentado em frente ao computador, o som rolando, os sistemas de mensagem instantâneas ligados e mais nada. Uma certa solidão, a que me havia acostumado.

Surpreso, descobri que estou sentindo falta da interação com as pessoas. Claro que sinto falta das pessoas com quem eu trabalhava na Knowtec por elas serem bons amigos, mas o fato de passar a maior parte do tempo calado, sem interagir, sem responder ou fazer perguntas, foi uma mudança que senti bastante.

O mais engraçado é que quando eu passei a trabalhar no modelo “9 to 5”, em 2005, eu senti falta da liberdade de esticar as pernas dando uma caminhada às 15 horas ou de ficar lendo na cama até às 10 da manhã. Com o passar do tempo, me acostumei a trabalhar com horário fixo. Agora, tenho que me adaptar ao contrário, a contar com a companhia apenas do som.

Agora, rola Sehnsucht, dos alemães do Rammstein. Talvez quem não goste muito da nova situação da Proença Incorporated são os vizinhos, bombardeados com música pelo menos 8 horas por dia. Pelo menos, boa música.

5 de agosto de 2010

Tempos duros para serviços não essenciais

A história é sempre a mesma: quando a economia começa a bambear, diminuem os negócios e aumenta a inadimplência em alguns setores da economia, identificados como sendo menos essenciais. Estive colhendo algumas informações, por conta de um plano estratégico que estou elaborando, e dá pra ver que alguns setores sofrem bastante com isso.

Dificilmente deixa-se de comer, de pagar luz e água. Mas condomínio, serviços relacionados a festas, serviços náuticos e de veículos, essas contas podem ir para o final da fila. Contratar, então, nem pensar. Quem trabalha com produtos de controle de inadimplência (Serasa Experian, SCP, etc.) tem uma oportunidade interessante. Em São Paulo, devedores de condomínio, por conta de legislação estadual, podem ser inseridos nos cadastros de devedores.

Talvez seja uma solução para administradoras de condomínio e marinas, que já tem o serviço contratado e precisam receber. E quanto a empresas que dependem da venda de serviços não essenciais? Essas vão ter que responder com boa estratégia e muita inteligência. Vão precisar dividir um bolo menor e aí vale a máxima “se a farinha é pouca, meu pirão primeiro”.

Um bom olhar sobre seus concorrentes, monitoramento dos clientes e possíveis prospects certamente vai dar bom resultado. E diversificar um pouco, claro. Porque se tem uma coisa que esses momentos de crise ensinam aos empresários é que não dá para apostar todas as fichas num único número.

29 de julho de 2010

Aniversário multimeios

Bem coisa de velho, ficar lembrando de como eram as coisas “antigamente”. Pois bem, eu lembro de quando me davam parabéns só ao vivo. Mal e mal um telefonema. Não existia celular, claro. Podia dizer que recebia cartas, mas estaria mentindo. Nunca fui um usuário contumaz do glorioso sistema postal brasileiro.

Mas ontem, depois de responder a um SMS em que me davam parabéns, me dei conta e comentei com a Lu como é bem mais fácil as pessoas lembrarem do aniversário da gente, de darem parabéns e coisa e tal.

Ontem, atendi diversos telefonemas no celular e no fixo. Respondi a alguns SMS, a diversos recados no Skype e MSN, a outros tantos no Facebook e Orkut, a e-mails dando parabéns. Ah, sim, e pelo Twitter também. Ao vivo – aquele abraço, coisa e tal – ganhei apenas da Lu e de mais três amigos. Não que os outros parabéns tenham sido menos sinceros ou menos importantes. Nada disso. Mas é uma constatação de uma mudança que só agora observei.

É, eu sei… Notar essas coisas é bem coisa de velho.

28 de julho de 2010

39 anos

Hoje completo 39 anos. Um ano para chegar aos “enta”. Inevitavelmente, me passa pela cabeça um balanço. Lembro quando completei 25 anos – faz tempo – e me comparei a Orson Welles, que havia lançado Cidadão Kane nessa idade. Mas chego aos 39 bem mais saudável que Welles, bem menos gordo e sem estar divorciado da Rita Hayworth.

Nesses 39 aninhos aprendi muito, fiz bastante coisa e busquei ser uma boa pessoa. Meus amigos e família é quem podem dizer se o esforço valeu. De minha parte, sigo feliz, ao lado de uma mulher que amo, fazendo as coisas que gosto de fazer, trabalhando – agora, nessa nova fase de vôo solo – com novos desafios e dentro do meu tempo e possibilidades.

Para completar um bom checklist, daqueles do tipo “coisas para fazer antes de morrer”, ainda tá faltando tirar o brevê de piloto privado VFR, ter uma moto custom mais legalzinha, conhecer Atenas, Petra e Cairo, mergulhar em Noronha ou Caribe, publicar um livro de ficção. É, acho que por alto é isso. Nada muito grandioso, eu sei.

Agora, sair pra pedalar, que é pra barriga não chegar ao padrão Orson Welles e os “enta” durarem décadas a fio. Fui.

14 de julho de 2010

Cavaleiro solitário

Poético o título do post, não? Well, well… Estou de volta ao trabalho em “euquipe”, desde esta segunda-feira. Saí da direção da Knowtec, função que exerci por um ano – e antes, a gerência por quatro anos – para encarar o mercado de consultoria em inteligência competitiva.

Depois de cinco anos na mesma empresa, por melhor que fosse, há uma certa saturação – que é o eufemismo para “saco cheio”. Inevitável, por melhor que fosse trabalhar com a excelente equipe com que eu contei nesses anos. Ainda mas para um espírito irriquieto como o meu.

Duas psicólogas que atuaram como minhas coachs e de outros colegas na gestão da empresa, me ajudaram a enxergar isso. Sou um cara mão na massa, incompatível com muito tempo em funções de gestão.

Não que tenha me saído mal na função. Pelo contrário. Como legado, deixo uma metodologia de inteligência competitiva setorial premiada, reconhecida pela Associação Brasileira de Analistas de Inteligência Competitiva (Abraic) como um dos três melhores cases de IC do país. O presidente da empresa, meu chefe direto disse que mesmo nas coisas que não são meu forte, fico na média. Encarei como um elogio.

Mas é hora de me dedicar ao que faço realmente bem, que é análise de inteligência, consultoria em IC – criando metodologias e processos – e dando treinamentos na área. E também estudar um pouco. Vamos ver se consigo casar os trabalhos que já começam a pipocar com um mestrado.

E, obviamente, com menos pressão e mais tempo para me dedicar a ler, aprender e pensar, vou ter tempo de voltar a escrever no blog.

1 de abril de 2010

Foram eles quem quiseram

Há um tempo que me enrolo para trocar de provedor de internet. Era usuário da Matrix desde muito tempo. Nem lembro quando. Passei um tempo pelo BRTurbo, mas depois voltei a contratar os caras. Mas desde o ano passado, andava muito descontente com o serviço. Lá por setembro, fiquei mais de duas semanas sem e-mail. Perdi um monte de mensagens e todas as minhas imagens e arquivos que tinha no disco virtual foram apagadas. Uma mancada que me incentivou a trocar de provedor. Por inércia, fiquei com os caras.

Só que desde ontem estou sem internet e sem e-mail. Hoje liguei para ver o porquê e fui informado pelo cara do suporte que o meu contrato não registra pagamentos desde fevereiro. Só que o débito da Matrix é no meu cartão Amex. Que não mudou de número, não sofreu qualquer alteração. Por alguma mancada deles, desorganização, sabe-se lá o quê, deixaram de me cobrar. E como resultado, cancelaram o serviço.

Ótimo! Era o empurrãozinho que eu precisava para conectar com a plaquinha da Vivo, procurar um outro provedor, assinar e reconfigurar o meu modem. Fiz um plano sem fidelização com a Globo.com e que a Matrix se dane. Então, fica o aviso: nem Lu nem eu usamos mais os e-mails da Matrix. Contatem-nos pelo Gmail.

18 de março de 2010

iPhone

Com as devidas reverências à criatividade dos colegas da Talk Brasília

Tava lá o corpo estendido no chão. Bem, não era um corpo, mas um iPhone. E o chão era o asfalto quente da W3, perto do Setor Hoteleiro Norte, em Brasília. Reginaldo desceu do carro, parado no semáforo, apanhou o iPhone e soprou a poeira vermelha do LCD. Correu para sentar-se ao volante do Renault Sandero antes que o sinal abrisse. Largou o telefone da Apple no banco do carona e seguiu para o trabalho como fazia todo dia.

Enquanto esperava o elevador que o levaria da garagem subterrânea ao segundo andar, começou a mexer no aparelho. Aparentemente, ele ligava, mas a tela estava apagada. Era possível ouvir os ruídos de ligar, desligar, mudar tela. Mas, pesquisar por um número, pelo nome do dono era impossível.

“OK, sem problemas. Assim que chegar ao escritório eu sincronizo ele com meu computador e recupero os dados”. Reginaldo tinha esperança de encontrar o dono do aparelho, solidário que era aos parceiros admiradores dos equipamentos produzidos pela Apple.

Não que Reginaldo fosse daqueles seguidores fanáticos da empresa californiana. Ele não era da Steve Jobs Church of Redemption. Longe disso. Gostava do iPhone, dos Macs, do iPod. Mas não chegaria a tatuar uma maçã no braço. Respeitava os fãs, mas procurava manter distância dos exageros.

Ao acessar o telefone, descobriu que pertencia a uma garota. Havia várias fotos dela no aparelho. Idade entre 20 e 25 anos, loura, olhos entre azuis e verdes, rosto redondo e simétrico, corpo muito bonito – uma sequência de auto-retratos dela vestindo um biquíni preto, tiradas a bordo de uma lancha no que parecia ser o lago Paranoá, davam a dica.

“Tá aí alguém que vale procurar para devolver o telefone”, pensou Reginaldo. A colega de trabalho, Katilene, espiou as fotos e sorrindo brincou:

- Namorada nova?

- Não, essas fotos estavam num iPhone que encontrei na rua. A tela não funciona, mas de resto o aparelho tá intacto. Essa deve ser a dona.

- Bonita, hein?

- É, bastante. Vou ver se acho ela para devolver o aparelho. O mais louco é que tava caído no meio da W3.

Nesse momento, Felício, que já havia ouvido parte da conversa, entra no papo.

- Cara, ouvi dizer que é muito comum em sequestros-relâmpago os bandidos jogarem o celular do sequestrado para fora do carro.

- Não pode. Será que a menina foi sequestrada? – Pergunta-se em voz alta Reginaldo.

- É uma possibilidade – arrisca Katilene.

Depois de discutir um tanto, resolvem que o melhor é ligar para um número de telefone associado a um dos compromissos na agenda do telefone, uma consulta ao dentista.

- Alô, eu encontrei um telefone e diz na agenda que o dono ou dona teria uma consulta agora com o dentista que atende nesse número. Sim, arrã. Certo. Não sei o nome. É, pode ser. Você a conhece? Isso, loura, olhos claros… Arrã. Se ela ligar ou aparecer, você pode pedir que ligue para o fone 5555-0550? Obrigado.

- E aí? – Perguntou, interessadíssimo, Felício.

Reginaldo encheu os ouvidos atentos de Felício e Katilene com informação. Sim, o telefone era da lourinha das fotos. O nome dela era Paula e não havia comparecido à consulta com o dentista. A secretária do consultório ligara há pouco para a casa dela e a mãe da menina falou que ela saiu para a consulta nas primeiras horas da manhã.

Os três se olharam e pensaram seriamente que sim, a garota havia sido sequestrada. Preocupado, Reginaldo pegou o telefone e ligou para João, um amigo investigador da Polícia Civil do DF. Depois de trocarem cortesias, João ouviu a história e prometeu fazer uma breve investigação.

Só depois do almoço, lá pelas duas da tarde é que Reginaldo teve notícias de João. Alguns telefonemas, uma visita ao Ministério da Fazenda, onde Paula estagiava todos os dias pela manhã, e uma conversa com os pais da menina fizeram João acreditar na hipótese de sequestro. Comovido com a preocupação da mãe e meio sem saber porque o amigo estava tão preocupado com uma desconhecida, João acionou um alerta para o carro da garota.

Não demorou muito para que a Polícia Militar localizasse o carro estacionado na entrada de uma casa em Sobradinho, uma das cidades-satélites de Brasília. Quando João ligou perguntando se Reginaldo não gostaria de acompanhá-lo, com o intuito de ajudar a reconhecer a garota caso ela estivesse na casa, não houve debate.

- Sabe como é, complicado de pedir aos pais. A coisa pode tomar um rumo mais emocional e nos causar problemas.

Sentados num carro sem identificação, à paisana e com as ruas próxima fechadas por viaturas da PM, Reginaldo, João e um segundo policial esperaram algum movimento na casa. Não se passou mais de uma hora quando dois homens, ainda dois garotos, de pouco mais de 18 anos, saíram da casa segurando Paula pelos braços. Reginaldo reconheceu-a na hora.

- É ela – foi a deixa para os dois policiais falarem alguns códigos pelo rádio e saltarem do carro rapidamente, prendendo e desarmando os garotos ainda quando entravam no carro.

Uma prisão tranquila, sem que os sequestradores tivessem tempo de disparar um único tiro ou machucar a refém.

A menina, assim que foi libertada, disparou a chorar convulsivamente. João aproximou-se da garota e contou a história de como haviam descoberto seu cativeiro e o que havia levado a polícia a procurá-la.

- Esse cara é o teu herói, Paula – disse o policial, apontando para Reginaldo.

Ela abraçou forte o rapaz. Ele a abraçou de volta. Reginaldo tirou o telefone do bolso com uma das mãos e entregou a menina, que ainda chorava com o rosto colado no seu ombro, buscando segurança e conforto. Ela esboçou um sorriso e voltou a recostar o rosto no ombro do rapaz. E descobriu ali segurança e conforto. E ele, alguém para confortar e dar segurança. Reginaldo pensou: “De vezem quando, vale a pena fazer uma boa ação”.

3 de março de 2010

Linux salvou meu computador

No último sábado, meu notebook Lenovo U110 resolveu não ligar mais. Só aparecia uma mensagem dizendo que o registro estava corrompido e não entrava o Windows. Segunda-feira cedo eu parti para Brasília. Precisava dos arquivos que estavam dentro do computador, então trouxe ele comigo. Logo que cheguei, busquei a assistência da Lenovo. Me encaminharam para a linha da IBM. E na IBM, deram o número da Lenovo. Foi o suficiente para desistir e buscar uma alternativa eu mesmo.

Depois de trabalhar o dia inteiro, tentei resgatar os arquivos na máquina usando um cd do Ubuntu, uma distribuição bem amigável do Linux. Consegui fazer isso na terça-feira à tarde, com a ajuda dos colegas do nosso escritório de Brasília, especialmente o Malaquias e o Adisson. Ufa!

Já que teria que instalar tudo de novo, já resolvi partir para o Windows 7, que espalham por aí que é mais rápido que o Vista. Comprei o DVD do Win7 e instalei. É nele que digito esse post. Tá funcionando, mas ainda tem muita coisa o que fazer. Nem tudo foi recuperado no backup, mas não perdi tudo. Ainda bem. Mas fica a lição: fazer backups mais seguidos e sempre manter o sistema atualizado e redondo.