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25 de dezembro de 2009

Um templo para a mente

O Herald Tribune descreveu assim a New York Public Library, quando da sua inauguração. E foi com uma reverência digna de templo que fui visitá-la hoje. Entramos, os cinco, pela porta principal, ladeada pelos famosos leões, que o prefeito La Guardia batizou de Paciência e Coragem. Logo na entrada, o hall impressiona. É quase tudo em mármore e de proporções exageradas. A biblioteca é grande, bem grande.

Antes de procurarmos a sala de leitura principal, uma das atrações do prédio, visitamos uma exposição sobre “Cândido, ou o Otimismo”, de Voltaire. Muito legal, inclusive com um manuscrito original da obra.

A sala de leitura principal é um caso a parte: além de clássica, em madeira e piso em granito, é de muito bom gosto. Vale definitivamente o passeio. E, melhor de tudo, é de graça.

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Gostei dessa foto que fiz na sala principal de leitura da NYPL.

24 de dezembro de 2009

Primeiras compras

Não resistimos e hoje fomos às compras. Lu e eu saímos pela manhã para visitar uma loja de guitarras usadas perto do apê. Um seleção de dar gosto. Me agradei de duas, uma Gibson SG preta e uma Fender Stratocaster vermelha, mas ainda vou procurar mais. Quero ver se amanhã dá tempo de passar na Guitar Center, que também é pertinho, na 14th.

Depois de passear um pouco no East Village e de ir ao South Street Seaport, Lu e eu demos uma parada na Strand Bookstore, pertinho de casa, na esquina da Broadway com a 10th. Aí não deu pra agüentar e acabei levando uns livros para casa, um quadrinho do Alan Moore e outro do Frank Miller, além de “O retrato do artista quando jovem”, do Joyce. O excesso de bagagem começa a dar as caras na viagem.

8 de março de 2009

Decepção total

Depois de contar os dias para a estréia de Watchmen nos cinemas, veio o desapontamento. Zack Snyder fez caca com um dos argumentos mais legais de todos os tempos. Assisti sexta com a Lu e voltamos decepcionados. Ela nem tanto, mas eu muito. Desde que li Watchmen - em 12 episódios emprestados do Pedro Valente ou do Giuliano Ventura, não lembro bem - que imagino como ficaria essa maravilha dos quadrinhos no cinema.

Anos mais tarde, quando comprei uma bela edição importada - Absolute Watchmen - li pensando em como o texto se sairia bem nas telas. Imaginei uma série de tevê, em película e muito bem realizada. Quando soube que Snyder estava cozinhando um filme baseado nos quadrinhos, me empolguei. O cara já tinha mostrado seu valor em adaptar a graphic novel de Frank Miller sobre a Batalha de Termópilas, 300 (em português, 300 de Esparta). O resultado de 300 ficou excelente e botei fé em Watchmen.

Tanto que fui assistir na estréia. Cinema não muito cheio, um monte de nerds e geeks na sessão e muita empolgação de minha parte. Ruim o filme não é. Tem uma boa trilha, é bem fotografado, os efeitos fazem jus aos desenhos de Dave Gibbons, a Silk Spectre é um arraso de mulher... Mas nada chega ao pé dos quadrinhos. Exceto pela beleza da atriz que faz a Silk Spectre.

Mas os demais atores são fracos. Ozymandias é fraquíssimo. Trata-se de um cara importante pra caramba na história e o papel não coube no ator. O melhrozinho é o cara que interpreta Rorschach. Enfim, se você não for fã dos quadrinhos de Moore, não vale a pena ver. Por outro lado, se nunca leu Watchmen, talvez goste do filme. As expectativas não estarão tão altas quanto estavam as minhas.

12 de janeiro de 2009

Livros e música dizem muito sobre você

Li no Vida de Frila, do Mau, umas perguntinhas sobre que tipo de literatura marcou sua vida. Seguem as minhas respostas. Comentários seguem depois.

1. Livro que marcou sua infância: A Volta ao Mundo em 180 Dias (Jules Verne)
2. Livro que marcou sua adolescência: Histórias de Cronópios e de Famas (Julio Cortázar)
3. Autor que mais admira: Cortázar
4. Autor contemporâneo: Cortázar
5. Leu e não gostou: Diário de um Mago (Paulo Coelho), O Segredo (Rhonda Byrne), um do Lair Ribeiro que já nem lembro o nome. Bem, tem que ler pra conhecer, né? 
6. Lê e relê: Histórias de Cronópios e de Famas. Releio direto, sempre que preciso de um pouco de inspiração para escrever. Funciona.
7. Mania: Não consigo anotar nada num livro. Se tiver que ler algo e ir marcando nas margens ou grifando o que for relevante, tiro xerox da parte que preciso, mas não escrevo nas páginas.

Bem, como dá pra notar, Cortázar é o cara, pra mim. Mas não é bem isso que eu queria comentar. Lendo a lista do Mau, me dei conta de que dá pra fazer o mesmo com músicas. O pessoal lá na empresa estranhava - agora já acostumaram - com o fato de eu perguntar aos candidatos a uma vaga na minha equipe que tipo de música eles curtem. Dá pra se saber um pouco sobre a pessoa sabendo o que ela escuta e o que lê.

Então, a versão musical pop do mesmo questionário:

1. Música que marcou sua infância: Verde Vinho (Roberto Leal). Cantava essa música nas festas da família. Se bobear ainda sei a letra.
2. Música que marcou sua adolescência: Tempo Perdido (Legião Urbana). Era pegar o violão e alguém puxava essa música. Aprendi fácil e toco até que direitinho, então passou a fazer parte do repertório. 
3. Intérprete ou banda que mais admira: The Beatles
4. Intérprete ou banda contemporânea: Foo Fighters
5. Ouviu e não gostou: Osvaldo Montenegro (chato), Kraftwerk (repetitivo), além de sertanejos pop e pagodes em geral
6. Ouve sempre: The Beatles 
7. Mania: Organizar os cds e os discos de vinil em ordem de lançamento, por bandas ou temas. A Luciana odeia. Nunca sabe que a trilha de ET (1982) vem antes de Uma Secretária de Futuro (1988), dentro das trilhas de cinema, que fica logo na frente dos discos dos Beatles. Fácil.