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3 de setembro de 2010

Harmonização na origem

É muito difícil eu copiar ou até mesmo citar uma matéria de jornal ou revista aqui no blog. Mas esta eu não resisti. Fiquei imaginando as vacas meio altinhas e curioso em descobrir o sabor da tal carne “pré-marinada”. A nota é da Revista Adega.

Bêbado como uma vaca?
Uma fazendeira em Okanagan Valley, em British Columbia, no Canadá, parece ter encontrado outra utilidade para vinhos na gastronomia. Ao assistir um programa de culinária em que um chef dava cerveja a seus porcos 90 dias antes de sacrificá-los, Janice Ravndahl decidiu fazer o mesmo com suas vacas. No entanto, a fazendeira imaginou que a cerveja poderia inchar a carne dos animais. Acabou optando por vinho, então. As vacas foram alimentadas com cerca de um litro de vinho tinto por dia, às vezes, misturado com a comida e, às vezes, puro.
De acordo com a fazendeira, a primeira vez que as vacas provaram a bebida, estranharam. "Mas desde então, estão felizes. Elas andam mugindo um pouco mais e parecem mais relaxadas", disse Janice. Chefs locais notaram a sutileza do sabor mais complexo da carne das vacas da fazendeira de Okanagan e um chegou a dizer que parecia que elas haviam sido pré-marinadas. Uma outra forma de utilizar vinhos na culinária pode ter sido encontrada e parece ter agradado até vacas antes do abate. "Depois de um tempo já tomando vinho, quando elas nos vêem chegando com as bacias de comida, não chegam a correr, mas vêm mais rápido do que o habitual", conta Janice.

26 de dezembro de 2009

Comida multicultural

Hoje, dia de Natal, muita coisa estava fechada na cidade. Resolvemos dar uma passeada por um lado da cidade em que Natal é só um dia como outro qualquer. Descemos a 4th Avenue em direção à Houston Street para achar umas delis e padarias judias que a Luciana leu a respeito.

Lá no Soho encontramos o Katz’s, que dizem ter um bom sanduíche de pastrami. Mas o dia não estava para sanduíche e o Nano e a Lu acabaram comprando döner kebab e falafel. Numa lanchonete turca. Onde inclusive meu irmão fez o pedido em turco e ficou papeando com o cara que preparava os pedidos.

Já, mais tradicionais, meu pai e eu resolvemos comer uma comida mais “normal” que compramos numa deli porto-riquenha: arroz, feijão, galinha ensopada, porco assado e purê de batatas. Voltamos para casa carregados de delícias para almoçar com a Berna. Ela havia ficado porque exagerou na comilança no dia anterior. Também, para quem não come pimenta, encarar comida mexicana no almoço e vietnamita no jantar, é demais.

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Nós, no apartamento, comendo nosso almoço de Natal.

14 de maio de 2009

Talento para cozinha

Minha mãe encontrou uma preciosidade no meio das receitas dela. Um prato criado pelo meu pai, meu irmão e eu. Chama-se excabexeiro. Vou confessar que, apesar da minha boa memória de longo termo, não recordo se o sabor é bom ou não. Transcrevo a receita e deixo a conclusão para vocês.

Excabexeiro

Ingredientes:

  • Ovos
  • Pão ralado
  • Banana moida
  • Catchup
  • Maçã ralada

Bata os ovos e depois rale o pão e a maçã esmague a banana (tudo junto menos os ovos) e bote o catchup e depois junte tudo mecha (sic) bem e frite em fogo baixo por 7 minutos e enfeite o prato com pedaços de maçã e pronto.

O papel com a receita, amarelado pelo tempo, foi datilografado numa Olivetti Letera 32, mexicana, verde-clara, que meus pais têm até hoje. Eu tinha 12 anos quando transcrevi a gororoba que fazíamos nos finais de semana à noite. Giuliano tinha 7 anos. Meu velho, que está aqui ao meu lado, acrescentou: “Algumas vezes, vocês ainda faziam eu colocar umas colheradas de Nescau”. Para completar, minha mãe dá um depoimento: “Eu comia e ainda tinha de dizer que era bom”.