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25 de março de 2011

Ferrugem comendo solta

Final de semana passado, estive numa exposição de carros customizados em Balneário Camboriú e fiquei impressionado com algo que parece ser uma nova moda entre o pessoal que “tuna” carros. Chama-se Rat Rod e consiste em manter – e até aumentar – a ferrugem na lataria de um carro antigo, deixando o veículo com uma aparência de desleixo.

Logo na entrada da exposição, havia uma Kombi com os bancos cobertos por tapetes de crochê e lataria toda enferrujada. Estranhei, mas só caiu a ficha de que o lance era proposital quando vi uma station wagon Chevrolet dos anos 1960 no mesmo estado. Aí não resisti e passei a mão na lataria. Estava envernizada. Ou seja: os caras estimulam o aparecimento da ferrugem e depois envernizam o carro para manter a aparência daquele jeito.

Sei que é moda e tem gosto pra tudo, mas dá uma pena ver um carro antigo sem restauração. É mais ou menos a mesma coisa que esses caras que compram um antigo e metem motor moderno, mudam sinaleiras, bancos, trocam painel, descaracterizam tudo.

Felizmente os puminhas são feitos de fibra de vidro. Nada de ferrugem, então. Ninguém vai pegar um Puma em bom estado e lixar para deixar enferrujado. Não tem como. Mas isso não impediu que um Karmann-Ghia – outro dos meus carros preferidos – sofresse na mão de um customizador chegado ao modismo.

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15 de novembro de 2009

Tá ficando com jeito de carro

Ontem estive na Armação dando uma olhada no andamento da restauração do Puma. O chassi e assoalho ficaram muito bons. O carro parece novo. Ainda sem a carroceria em cima, ficou parecendo um carro que tá saindo da linha de montagem agora.

Ainda vai um bom tempo e vai ser complicado me ausentar por um mês, justo na fase mais final do processo. Mas vou confiar no Fausto e no Felipe e seu trabalho. Até agora, não têm me decepcionado em termos de qualidade.

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8 de outubro de 2009

No fundo, no fundo…

Desde março deste ano o Puma está em processo de restauração com o Fausto, um pumeiro aqui de Floripa. Ele e o filho, Felipe, estão trabalhando no meu tubarão e uma série de coisinhas surgiram nesse meio tempo. A última é um problema com o fundo, ou assoalho, do carro.

Comprei um assoalho – o par, na verdade, já que é uma peça para o lado do motorista e outra para o carona – de Brasília logo que o carro foi para a oficina do restaurador, que é na casa dele, na Armação, Sul da Ilha. O problema é que faz umas duas semanas ele começou a montar o chassi e notou que o assoalho não servia.

O resumo é que o Puma Tubarão, modelo do meu, usa o assoalho do VW Karmann-Ghia, diferente dos pumas mais novos, que usam o de Brasília cortado. Aí ferrou. Quem diz que eu acho um assoalho de Karmann-Ghia para vender. Procurei por tudo, mas nada de aparecer um original.

Até que o Fausto cruzou com um anúncio de um cara em São Paulo que fez um assoalho para Karmann-Ghia artesanalmente, em chapa de aço preta. Entramos em contato, chegamos a negociar preço e tal, mas depois de ele mandar as fotos do assoalho e eu avaliar, vi que tinha algumas grandes diferenças em relação ao original. Podia complicar para obter placa preta, o “atestado” de originalidade de qualquer carro antigo.

Falei com Fausto e decidi mudar o plano. Vamos tentar recuperar o assoalho original, aproveitando pedaços do assoalho de Brasília novo que eu já tenho. Sábado vou lá na Armação com medidas e planos para acertarmos os detalhes.

Agora, que a fibra está praticamente pronta, começam a pintar esses detalhes complicados. A borracha que não serve, a dobradiça que não está na medida, os parafusos que não batem com a especificação. E por aí vai. Me dói a cabeça só em pensar em fazer um inventário de todos os parafusos para comprar. Claro que vou trocar todos eles. O trabalho para levantar um por um é hercúleo. Mas só assim para o carro ficar novo como eu quero.

10 de maio de 2009

Flagrante no Google Maps

O Rafa, sobrinho da Lu, me deu a letra hoje: na foto que mostra a casa do meu cunhado Bebeto, em São José, aparece um carrinho branco estacionado próximo às árvores. Meu Puma está no Google Maps!


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6 de abril de 2009

Puma em restauração

Comentei aqui que o meu Puma está em processo de restauração. Tenho feito diversas viagens para a praia da Armação, onde fica a oficina do restaurador. Na última ida, para levar a luz de placa, um jogo de borrachas e dois galões de thinner, tirei essa foto. Sem as portas e completamente pelado por dentro. Os bancos estão no estofador – valeu, Rafa! – e muitas das outras peças estão aqui comigo, para limpeza, cromagem e restauro. É apenas o início do processo. Tem muita coisa pra frente.

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[Ouvindo: Creep - Radiohead - Pablo Honey]

5 de março de 2009

Finalmente

Ontem o meu Puma foi para a restauração, finalmente. Depois de duas tentativas - uma antes de viajar para a China e outra logo na volta - consegui iniciar o processo de recuperação do carrinho. Em junho de 2008, procurei o João do Puma para tentar deixar o carro com ele enquanto eu viajava. Ele não tinha espaço na oficina para o meu carro e tive que trazê-lo de volta para a garagem. Na segunda visita ao João, em agosto, fiquei sabendo que ele havia sofrido um infarto e parara de trabalhar com a restauração dos puminhas.

Desde então, venho procurando um novo restaurador. Em meados de fevereiro, encontrei o Fausto, pumeiro que já restaurou alguns carros em sua oficina na Praia da Armação. Estive lá e gostei da oficina do cara. Parece fazer um bom trabalho. Bem, de qualquer forma não tenho muita alternativa. E além disso, ele veio indicado pelo próprio João do Puma.

Ontem ele e o filho, Felipe, estiveram no meu trabalho pegando o Puma. Levaram para a oficina e já iam começar o trabalho de desmontagem. Vou mexer com tudo, desta vez. Agora, só ligo o motor de novo e sento ao volante do carro com ele totalmente restaurado. Coisa que deve levar pelo menos quatro meses. Se ficar pronto mais ou menos na época do meu aniversário, será um belo presente.