Mostrando postagens com marcador Vinho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vinho. Mostrar todas as postagens

3 de setembro de 2010

Harmonização na origem

É muito difícil eu copiar ou até mesmo citar uma matéria de jornal ou revista aqui no blog. Mas esta eu não resisti. Fiquei imaginando as vacas meio altinhas e curioso em descobrir o sabor da tal carne “pré-marinada”. A nota é da Revista Adega.

Bêbado como uma vaca?
Uma fazendeira em Okanagan Valley, em British Columbia, no Canadá, parece ter encontrado outra utilidade para vinhos na gastronomia. Ao assistir um programa de culinária em que um chef dava cerveja a seus porcos 90 dias antes de sacrificá-los, Janice Ravndahl decidiu fazer o mesmo com suas vacas. No entanto, a fazendeira imaginou que a cerveja poderia inchar a carne dos animais. Acabou optando por vinho, então. As vacas foram alimentadas com cerca de um litro de vinho tinto por dia, às vezes, misturado com a comida e, às vezes, puro.
De acordo com a fazendeira, a primeira vez que as vacas provaram a bebida, estranharam. "Mas desde então, estão felizes. Elas andam mugindo um pouco mais e parecem mais relaxadas", disse Janice. Chefs locais notaram a sutileza do sabor mais complexo da carne das vacas da fazendeira de Okanagan e um chegou a dizer que parecia que elas haviam sido pré-marinadas. Uma outra forma de utilizar vinhos na culinária pode ter sido encontrada e parece ter agradado até vacas antes do abate. "Depois de um tempo já tomando vinho, quando elas nos vêem chegando com as bacias de comida, não chegam a correr, mas vêm mais rápido do que o habitual", conta Janice.

6 de dezembro de 2008

Conde Giordano

O mais perto que eu cheguei de um nobre, até hoje, foi dos corte nobres de carne que vende no Angeloni. Mas hoje conheci um conde. Fomos, Lu e eu, num jantar harmonizado na Expand do centro e um dos participantes era o conde Giordano Emo de Capodilista, do Veneto, Itália. Além dele, estava a filha de Nino Franco, um dos maiores e mais importantes produtores de prosecco da Itália. Silvia Franco é o nome da moça, uma morena de olhos claros com a maior cara de italiana.

Foi um jantar legal, embora a Lu não tenha gostado muito. Obviamente, o foco era nos vinhos, e não na comida. Como ela não bebe, fica meio sem graça. Mas tudo bem: o jantar saiu de graça pra Lu. No sábado passado, fui comprar uns vinhos na Expand do centro. O casal que é dono ou franqueador das lojas de Floripa estava atendendo - fica a dica: nos sábados é quando o atendimento é melhor nas lojas de vinho - e aí deram a letra do jantar desta sexta. Eu falei que era legal, e tal, mas que tinha que achar um parceiro ou parceira - fica o convite para eventos futuros. Candidatos, usem o espaço de comentários - porque a Lu não bebe. Aí o cara ofereceu uma cortesia para ela. Topamos.

Mas acho que perdi a parceira, porque serviram salmão cru com rúcula de entrada, uma massinha com camarão de segundo prato e um filé com purê de batata baroa como prato principal. Tirando o filé e a massa - o primeiro estava muito cru e o segundo sem gosto, na opinião da Lu - ela não gostou de mais nada. Para sobremesa, serviram um bolinho. Que a Lu obviamente odiou.

Mas os vinhos eram bons. O espumante eu já conhecia. Serviram o prosecco e um rosé muito gostoso. Já o tinto produzido pelo conde eu achei bem razoável. Mas o vinho de sobremesa, também da vinícola do tal conde, é um espetáculo. Não é pra menos: tá saindo por R$ 198,00 na Expand. Acabei comprando uma garrafa de um late harvest botritizado da Concha y Toro por bem menos que isso. Mais para fins de comparação. Como sugeriu o rapaz do atendimento: "Namore um pouco o vinho. Depois de um tempo, você vem e compra". Que comece a temporada de namoro!

[Ouvindo: Charlie Brown - Wynton & Ellis Marsalis - Joe Cool's Blues]