18 de março de 2010

iPhone

Com as devidas reverências à criatividade dos colegas da Talk Brasília

Tava lá o corpo estendido no chão. Bem, não era um corpo, mas um iPhone. E o chão era o asfalto quente da W3, perto do Setor Hoteleiro Norte, em Brasília. Reginaldo desceu do carro, parado no semáforo, apanhou o iPhone e soprou a poeira vermelha do LCD. Correu para sentar-se ao volante do Renault Sandero antes que o sinal abrisse. Largou o telefone da Apple no banco do carona e seguiu para o trabalho como fazia todo dia.

Enquanto esperava o elevador que o levaria da garagem subterrânea ao segundo andar, começou a mexer no aparelho. Aparentemente, ele ligava, mas a tela estava apagada. Era possível ouvir os ruídos de ligar, desligar, mudar tela. Mas, pesquisar por um número, pelo nome do dono era impossível.

“OK, sem problemas. Assim que chegar ao escritório eu sincronizo ele com meu computador e recupero os dados”. Reginaldo tinha esperança de encontrar o dono do aparelho, solidário que era aos parceiros admiradores dos equipamentos produzidos pela Apple.

Não que Reginaldo fosse daqueles seguidores fanáticos da empresa californiana. Ele não era da Steve Jobs Church of Redemption. Longe disso. Gostava do iPhone, dos Macs, do iPod. Mas não chegaria a tatuar uma maçã no braço. Respeitava os fãs, mas procurava manter distância dos exageros.

Ao acessar o telefone, descobriu que pertencia a uma garota. Havia várias fotos dela no aparelho. Idade entre 20 e 25 anos, loura, olhos entre azuis e verdes, rosto redondo e simétrico, corpo muito bonito – uma sequência de auto-retratos dela vestindo um biquíni preto, tiradas a bordo de uma lancha no que parecia ser o lago Paranoá, davam a dica.

“Tá aí alguém que vale procurar para devolver o telefone”, pensou Reginaldo. A colega de trabalho, Katilene, espiou as fotos e sorrindo brincou:

- Namorada nova?

- Não, essas fotos estavam num iPhone que encontrei na rua. A tela não funciona, mas de resto o aparelho tá intacto. Essa deve ser a dona.

- Bonita, hein?

- É, bastante. Vou ver se acho ela para devolver o aparelho. O mais louco é que tava caído no meio da W3.

Nesse momento, Felício, que já havia ouvido parte da conversa, entra no papo.

- Cara, ouvi dizer que é muito comum em sequestros-relâmpago os bandidos jogarem o celular do sequestrado para fora do carro.

- Não pode. Será que a menina foi sequestrada? – Pergunta-se em voz alta Reginaldo.

- É uma possibilidade – arrisca Katilene.

Depois de discutir um tanto, resolvem que o melhor é ligar para um número de telefone associado a um dos compromissos na agenda do telefone, uma consulta ao dentista.

- Alô, eu encontrei um telefone e diz na agenda que o dono ou dona teria uma consulta agora com o dentista que atende nesse número. Sim, arrã. Certo. Não sei o nome. É, pode ser. Você a conhece? Isso, loura, olhos claros… Arrã. Se ela ligar ou aparecer, você pode pedir que ligue para o fone 5555-0550? Obrigado.

- E aí? – Perguntou, interessadíssimo, Felício.

Reginaldo encheu os ouvidos atentos de Felício e Katilene com informação. Sim, o telefone era da lourinha das fotos. O nome dela era Paula e não havia comparecido à consulta com o dentista. A secretária do consultório ligara há pouco para a casa dela e a mãe da menina falou que ela saiu para a consulta nas primeiras horas da manhã.

Os três se olharam e pensaram seriamente que sim, a garota havia sido sequestrada. Preocupado, Reginaldo pegou o telefone e ligou para João, um amigo investigador da Polícia Civil do DF. Depois de trocarem cortesias, João ouviu a história e prometeu fazer uma breve investigação.

Só depois do almoço, lá pelas duas da tarde é que Reginaldo teve notícias de João. Alguns telefonemas, uma visita ao Ministério da Fazenda, onde Paula estagiava todos os dias pela manhã, e uma conversa com os pais da menina fizeram João acreditar na hipótese de sequestro. Comovido com a preocupação da mãe e meio sem saber porque o amigo estava tão preocupado com uma desconhecida, João acionou um alerta para o carro da garota.

Não demorou muito para que a Polícia Militar localizasse o carro estacionado na entrada de uma casa em Sobradinho, uma das cidades-satélites de Brasília. Quando João ligou perguntando se Reginaldo não gostaria de acompanhá-lo, com o intuito de ajudar a reconhecer a garota caso ela estivesse na casa, não houve debate.

- Sabe como é, complicado de pedir aos pais. A coisa pode tomar um rumo mais emocional e nos causar problemas.

Sentados num carro sem identificação, à paisana e com as ruas próxima fechadas por viaturas da PM, Reginaldo, João e um segundo policial esperaram algum movimento na casa. Não se passou mais de uma hora quando dois homens, ainda dois garotos, de pouco mais de 18 anos, saíram da casa segurando Paula pelos braços. Reginaldo reconheceu-a na hora.

- É ela – foi a deixa para os dois policiais falarem alguns códigos pelo rádio e saltarem do carro rapidamente, prendendo e desarmando os garotos ainda quando entravam no carro.

Uma prisão tranquila, sem que os sequestradores tivessem tempo de disparar um único tiro ou machucar a refém.

A menina, assim que foi libertada, disparou a chorar convulsivamente. João aproximou-se da garota e contou a história de como haviam descoberto seu cativeiro e o que havia levado a polícia a procurá-la.

- Esse cara é o teu herói, Paula – disse o policial, apontando para Reginaldo.

Ela abraçou forte o rapaz. Ele a abraçou de volta. Reginaldo tirou o telefone do bolso com uma das mãos e entregou a menina, que ainda chorava com o rosto colado no seu ombro, buscando segurança e conforto. Ela esboçou um sorriso e voltou a recostar o rosto no ombro do rapaz. E descobriu ali segurança e conforto. E ele, alguém para confortar e dar segurança. Reginaldo pensou: “De vezem quando, vale a pena fazer uma boa ação”.

3 de março de 2010

Linux salvou meu computador

No último sábado, meu notebook Lenovo U110 resolveu não ligar mais. Só aparecia uma mensagem dizendo que o registro estava corrompido e não entrava o Windows. Segunda-feira cedo eu parti para Brasília. Precisava dos arquivos que estavam dentro do computador, então trouxe ele comigo. Logo que cheguei, busquei a assistência da Lenovo. Me encaminharam para a linha da IBM. E na IBM, deram o número da Lenovo. Foi o suficiente para desistir e buscar uma alternativa eu mesmo.

Depois de trabalhar o dia inteiro, tentei resgatar os arquivos na máquina usando um cd do Ubuntu, uma distribuição bem amigável do Linux. Consegui fazer isso na terça-feira à tarde, com a ajuda dos colegas do nosso escritório de Brasília, especialmente o Malaquias e o Adisson. Ufa!

Já que teria que instalar tudo de novo, já resolvi partir para o Windows 7, que espalham por aí que é mais rápido que o Vista. Comprei o DVD do Win7 e instalei. É nele que digito esse post. Tá funcionando, mas ainda tem muita coisa o que fazer. Nem tudo foi recuperado no backup, mas não perdi tudo. Ainda bem. Mas fica a lição: fazer backups mais seguidos e sempre manter o sistema atualizado e redondo.

29 de janeiro de 2010

God hides on subway lines

There I am, looking to the rails from the platform, considering if I’d ever jump in front of a running train. Thinking if the thousand volts on the third rail might make the world of stocks, bonds, foreign currency disappear forever. It probably would, but I got a Playstation and a cozy armchair waiting for me at home. It’s not worth the jump.

But a small girl, looking like Russian, is staring at the tracks, just like I was. Now, she’s the focus of my eyes. You know the type: blonde as a canary, legs long as the Empire State Building, Eyes blue as a summer sky in the Hamptons. And Russian, of course. She resembles one of those tennis players whose name sound like a vodka brand.

And she’s staring at the tracks with a crazy look in the deep blue eyes. I’m starting to worry. Is she thinking suicide thoughts? Did I have that same look a few minutes ago? Barely have time to do anything and the Q train approaches. The whistle of metal against metal and the wind on the platform.

She takes one step forward. I know. And she looks at me, just a glance. And she knows I know. We both know and are in it together. I jump towards her and my body is so much stronger than hers. She is leaning forward the train and an old lady screams “Oh my God”. A young latino couple shouts “fuck” in unison.

Her body and mine, now one single human being, barely miss the train. We just bump in the lateral and the engineer hits the breaks as fast as he cans. When the train stops, we’re bruised, we’re bleeding, but we’re alive. People aorund scream, some even cry. I do nothing like that. Neither does she. We just look at each other. And I ask her why. In a Russian accent, she simply says: “’Cos god hides on subway lines”.

24 de janeiro de 2010

Não foi agora

Acabei não indo velejar no sábado. Depois de ter acordado cedo e decidido sair com o Gostosa, o tempo começou a ficar meio feio. Aí abortei a saída. Até daria para ter ido, mas umas nuvens escuras rondaram os céus de Floripa durante praticamente todo o dia.Aí é melhor não arriscar. Ficou para a semana que vem, se o tempo ajudar.

23 de janeiro de 2010

Para tirar o “branco neve”

Daqui a alguns minutos, saio de casa rumo a Santo Antônio de Lisboa para uma velejada. Um pouco de sol, mar e vento é tudo o que preciso para fazer o corpo perceber que está de novo em Florianópolis.

Há um bom tempo que não velejo. Nem lembro quando foi a última saída. Mas tô seco para embarcar no Gostosa e rumar em direção a nenhum lugar específico e sentir o barulho do casco contra as ondas.

Tô levando a câmera a prova d’água que ganhei de Natal dos meus pais e na volta posto fotos da saída.

17 de janeiro de 2010

Uma última noite em NYC

Domingo, 1h30min, horário local. Separamos as coisas para arrumar as malas amanhã. Não fizemos nada especial hoje à noite. Só umas compras, fui pegar meus ternos no alfaiate e subimos no terraço do prédio para fazer umas fotos da vista. É nossa última noite aqui.

Nem fomos embora, mas já sinto saudade. Sempre brinquei com os amigos dizendo que de Floripa só sairia para New York. Isso antes de conhecê-la. Agora, essa sensação se reafirma. A vibração da cidade é a minha vibração. Sabe aquela sensação de pertencer a um lugar? Pois é, eu me sinto assim aqui, especialmente no Village, que foi onde ficamos mais tempo. Me sinto assim na Costa da Lagoa, também. Mas, calma. Uma coisa por vez. Primeiro conquistar a Costa, depois NYC, hehehehe.

Hoje rumamos para o Brasil. Saímos daqui à noite, para chegar em Guarulhos pela manhã, na segunda, e em Floripa à tarde. Vai ser gostoso estar de volta em casa, mas sempre vai ficar uma pontinha de saudade de New York.

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O telhado do prédio em que estamos, de dia…

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… e de noite. Vai dizer que não é de dar saudade?

15 de janeiro de 2010

Pop on classics

Nem só de compras e visitas a locais turísticos é feita a vida de turistas brasileiros em NYC. Nesse quase um mês – que infelizmente está se encerrando – que passamos em Gotham, experimentamos um pouco de cultura. A cidade é rica em oferta e sabendo procurar e buscar, dá para usufruir por preços razoavelmente módicos.

Bem, todo turista interessado em ir a um show da Broadway sabe da existência do balcão da TKTS na Times Square. Lá, se compram ingressos pela metade do preço para os espetáculos do dia. E os lugares não são ruins não. Normalmente primeiras filas laterais.

Mas o que nem todo mundo sabe é da existência de um balcão igual, no Southstreet Seaport, na John Street. Bem menos concorrido que o da Times Square e com os mesmos descontos. Lu e eu compramos ingressos para três espetáculos lá: Radio City Christmas Spectacular, Mamma Mia! e Hair.

No primeiro, a Berna foi conosco. Adorou! Eu achei mais ou menos, porque não tinha bem uma história. Era mais um apanhado de números de dança com temas natalinos. Desnecessário comentar que a Lu ficou felicíssima. É só olhar a foto dela e da Berna.

Mamma Mia! e Hair nós fomos nesta semana. Ambos muito legais. Mas eu gostei mais mesmo é de Hair. O espetáculo é muito despretensioso, com uma música fantástica. É demais! Claro que a historinha do filme do Milos Forman é mais legal, melhor contada e tal. Mas ver ao vivo tem o seu valor.

Esse foi o lado pop do negócio. Mas também temos nossa vertente mais erudita. O Nano comprou para nós, ainda de Viena, pela internet, ingressos para assistir Turandot, de Giacomo Puccini. No Met. A gente não somos fraco, mermão! Lá fomos nós cinco, de roupa de domingo ver a ópera no Met. Da ópera, vocês já sabem, e se não souberem, dêem uma googleada. Agora, a montagem do Met é ducaramba. Cenários móveis, cantores muito bons, uma orquestra excelente. Realmente, valeu a pena. Agradecimentos especiais ao meu irmão Giuliano, nosso personal music-expert.

Também no Lincoln Center for Performing Arts, onde fica o Met, fomos assistir a um balé. O Quebra Nozes, de Tchaikovsky. Até eu, que não gosto muito de dança, fiquei impressionado com esse balé. Nano e pai passaram, mas eu fui com as meninas. E valeu a pena ter ido. Tanto que temos planos de ver mais um balé antes de ir embora. Tem um amanhã, Short Stories, com música de Leonard Bernstein, Igor Stravinsky e Sergei Prokofiev. Se conseguirmos ingressos por um bom preço, vamos assistir.

E, dependendo do tempo, ainda quero pegar uma peça na Broadway. Scarlett Johansson estrela um texto de Arthur Miller, a View from the Bridge. Achei legal porque é uma peça sobre NYC, sobre os trabalhadores italianos no Brooklin. Vamos ver se dá tempo e se tem os tickets no TKTS. Se não, tem Race, do David Mammet, com o James Spader. Mas só se der tempo.

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Saguão do Metropolitan Opera House.

13 de janeiro de 2010

Uma tarde no museu

Na verdade, foram duas: anteontem, no American Museum of Natural History, e hoje, no Metropolitan Museum of Art. No museu de história natural, foi nossa segunda visita. Apenas para terminar de er algumas coisas que deixamos de fora na primeira vez. Muito legal os meteoritos, a baleia gigante no meio da sala que trata da vida nos oceanos e o melhor de tudo: dinossauros. Caramba, os bichos eram grandes mesmo.

Foi legal também ler as descrições das teorias dos caras lá em 1920, quando começaram a descobrir os ossos de dinossauros que agora estão expostos. Lembro de uma em que o cientista decrevia o momento, durante um almoço, em que um colega dizia ter descoberto ovos de dinossauro. Até então se discutia se dinossauros eram répteis, pássaros, mamíferos. E o cara vai lá e descobre ovos de dinossauro. Muito legal ler sobre esses momentos da ciência, da descoberta do conhecimento pela humanidade. Uma coisa que parece tão óbvia e corriqueira para nós, em algum momento, alguém teve que teorizar, buscar hipóteses, provas, confirmar suas idéias. Demais mesmo.

A outra tarde, no Met, foi curta. Vamos ter que voltar. Se não nessa visita a NYC, em outra – alguém duvida que ficamos com vontade de voltar, sem nem sequer ter ido embora ainda? Ficamos mais de uma hora apenas na ala de artefatos egípcios. Tumbas reconstruídas dentro do museu, múmias, sarcófagos, vasos, estátuas, paredes cobertas de hieróglifos.  The works.

O prédio do Met é enorme. Numa praça com estátuas, tem até a fachada inteira de um edifício antigo da Wall Street, demolido nos anos 1920. Só deu pra ver bem duas exposições: Egito antigo e armas e armaduras. As duas muito legais. Se der tempo, voltamos lá.

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Luciana na frente dos ossos de um tiranossauro rex. Ele só passou a ser montado assim, com a espinha dorsal paralela ao solo de uns tempos para cá, dentro das novas teorias sobre o bicho. Antes, era montado mais em pé, como a gente vê nos filmes.

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Portal do Templo de Dendur. Dá pra ter uma idéia do tamanho do negócio. Agora imaginem o tamanho do museu!

10 de janeiro de 2010

As imagens que valem por mil palavras

Os últimos comentários são unânimes: “mais fotos da viagem”. Se é isso que pede essa imensidão de leitores, atendemos aos pedidos. Um curto, porém ilustrativo álbum dos nossos dias, até agora, em NYC.

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Lu na árvore de Natal do Rockfeller Center.

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Família no Central Park, dois dias depois da nevasca.

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Almoço no Carmine’s do South Street Seaport. Dica da Tatá.

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Relógio do salão de leitura principal na biblioteca pública.

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Chrysler Building, visto do mirante do Empire State.

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Joaquinense João, de pala num parque do Soho.

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Iluminação de Natal, no campus da Columbia University.

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Lua sobre o Empire State Building. Foto tirada da Union Square, que foi nosso caminho rotineiro por 20 dias.

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Vista das colunas de ferro fundido de nosso prédio, refletida na janela do prédio da frente. Foi a Lu quem tirou.

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Pretzel salgado – de preço e gosto. Experiência gastronômica mal sucedida da Lu.

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Vista dos prédios do Financial District, com os guindastes da obra no Marco Zero em primeiro plano.

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Lu a poucos passos do Oz, leão marinho do NY Aquarium.

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Auto retrato meu, concentrado nos peixes do aquário.

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À esquerda da grade, o calçadão de madeira de Coney Island. À direita, a areia da praia. Cobertos pela neve.

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Nunca vi tão feliz! Lu no Carrossel do Central Park. A Berna tá no cavalo de trás.

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Passeio de macho: armas nucleares, aviões de combate e um porta-aviões do tamanho do Chrysler Building. Nosso dia no Intrepid.

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Helicóptero de combate no convés de vôo do Intrepid. Me admira a foto não estar tremida. Estava batendo os dentes de frio. 

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Times Square à noite. Foto da Lu.

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Primeira manhã no apartamento da 24th e a neve voltou. Lu captou o telhado vizinho ainda antes de derreter.

IMG_7726 Saguão principal da Grand Central Station. 

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Vanderbilt Hall, na Grand Central. Todo em mármore rosa.

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Ferromodelismo no museu da MTA. Impressionante!

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Flatiron Building, pertinho de casa.

8 de janeiro de 2010

Em novo endereço

Hoje o pai, a mãe e o Nano foram embora. Pai e mãe para o Brasil, Nano para Áustria. Saíram logo no início da tarde, meio atrasados porque fiquei configurando um HP Mini que o Nano comprou hoje ao meio-dia. Ele já levou zerado, pronto para ser usado.

Demos uma limpadinha no apê da 11th com Broadway e viemos para nosso novo lar nos próximos 10 dias: 24th, quase na esquina com a 2nd. Um studio, bem legalzinho e confortável. Não é tão grande quanto o loft que estávamos antes, mas para duas pessoas, fica até maior.

Estamos num distrito de New York chamado Gramercy. É perto do Gramercy Park. Entre o parque e o rio. Nesse lado, é o East River. Amanhã saímos para explorar a região. Por hoje, foi só comer num diner aqui perto, fazer umas compras, e rumar de volta ao apê.

4 de janeiro de 2010

Relapso

É, estou relapso no relato da nossa viagem, mas é que andei trabalhando nesses últimos dias. São as minhas férias, eu sei, mas quando a gente assume um compromisso de fazer alguma coisa, tem que entregar. E entregar bem feito. Por isso, eu e o Marcelo estamos sacrificando parte de nossas férias. Para fazer um belo trabalho e deixar um cliente satisfeito.

Mas, nada de choradeira ou desculpas, vamos ao que interessa. No primeiro dia do ano, depois de visitar a Union Square cheia de neve, fomos a Coney Island, visitar o New York Aquarium. Belo passeio, embora a viagem de metrô até lá seja longa. Pelo menos o trem Q passa na estação aqui perto e leva a gente até lá sem precisar trocar de linha.

O aquárío é muito legal e pudemos ver de perto morsas, leões marinhos, focas, ariranhas e, pelo vidro, os tubarões. É tudo muito organizado e bastante divertido. Porém, desse passeio, o que mais me impressionou foi ver uma praia coberta pela neve. Engraçado, mas não há nada de estranho nisso para quem está acostumado. Mas eu, que não consigo relacionar neve a litoral, achei a coisa mais louca do mundo.

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Mesmo o Nano, acostumado a neve, achou legal ela ao lado do mar.

No dia 2, fomos ao Central Park, já que não estava tão frio. Era um dia “passeável” ao ar livre. O parque é grande mesmo e um barato. Para todo lugar que você olhe, há arranha-céus ao lado da natureza, o que deixa a imagem totalmente surreal. A Lu e a Berna andaram no tradicional carrossel e todos tiramos fotos na estátua de Alice no País das Maravilhas e na de Hans Christian Andersen também. Visitamos o rinque de patinação e pude ver uma Zamboni ao vivo (para quem não sabe, é a máquina que alisa o gelo. Queria pilotar uma dessas).

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O parque, dominado pelos arranha-céus ao redor.

Hoje, dia 3, eu fiquei trabalhando pela manhã, em casa, e eles foram a missa. Calma, calma, que ninguém se converteu. Foram a uma igreja no Harlem, acompanhar o culto para ouvir um coral gospel. Só que a missa durava três horas (!!!!) e eles ficaram até o final em sinal de respeito. Encontrei-os para o almoço já passava de três e meia, na Times Square. Depois, de lá, foi visitar a Toys ‘R Us e voltar para casa.

1 de janeiro de 2010

Despedida nevada

Demos adeus a 2009 num dia de neve em New York. Logo que acordamos, em torno de oito horas, a neve começou a cair. Saímos, Lu, Nano e eu, para comprar um notebook na Best Buy da Union Square abaixo de neve. Na praça, fiz esse vídeo dos dois, brincando com bolas de neve.

Feliz 2010 para todos.

30 de dezembro de 2009

Shopping, shopping, shopping

Nesses dias muito frios, não nos resta alternativa senão nos enfiarmos nas lojas. Ontem fiquei mais de três horas com a Lu na Filene’s Basement. Nada mais justo, já que ela me acompanhou bravamente na busca por uma guitarra. O fato é que comprar é quase um esporte para mim., Gosto mesmo. Mas gosto de comprar com um objetivo. Ficar passeando nas lojas me deixa meio entediado. Mas, eventualmente, acabo achando algo interessante para ver ou fazer.

Ontem enquanto a Lu ia na Old Navy, na 34th Street, perto da Macy’s – que é uma armadilha para turistas – eu fiquei na B&H e comprei uma Canon D10, uma câmera a prova d’água até 10 metros. Presente de Natal dos meus velhos. Finalmente vou poder registrar as velejadas com boas fotos sem me preocupar em estragar o equipamento. Depois de fazer as minhas compras, fui esperar a Lu no Starbucks da Macy’s. E na saída, fiz essa foto, que achei que ficou legal.

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“Believe” é a palavra-tema da Macy’s durante os feriados.

Picolés

Hoje foi o dia mais frio da nossa viagem até agora. Enfrentamos temperaturas de 7 graus negativos, com vento. A sensação térmica quando voltamos para casa era de 19 graus negativos. Sabem o que é isso? Frio, meus caros, muito frio.

Fomos, pai, Nano e eu, na B&H, uma loja de foto e vídeo na 9th Avenue, perto do Hudson. Caraca, o vento que vinha do rio congelava até os ossos. A intenção era comprar uma Canon para o Nano, mas a loja já estava fechada quando chegamos. Ficou para outro dia.

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Termômetro no prédio da CNN mostra sete graus negativos.

Para andar pela cidade, tivemos que nos encasacarmos todos. Da Luciana só se enxergava um pouco de pele. Meu pai enrolou o cachecol no rosto, estilo bandoleiro. O Nano, mais acostumado com o frio, não cometeu exageros. Já a Berna ficou parecendo um saco de dormir que anda. Toda encasacada e com duas toucas.

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Cadê minha mãe? Parece que foi engolida por um saco de dormir.

29 de dezembro de 2009

Positivamente, 4th Street

Bem que eu queria, mas não dá. Não tem como eu passar em dez, vinte, 200 posts, o que é New York City. Não há palavras para descrever a sensação de viver um mês no mesmo bairro onde viveram Norman Mailer e Bob Dylan. Não tem como.

Não dá pra colocar em palavras a cidade natal do Homem Aranha, de Frank Sinatra, de Martin Scorsese e Spike Lee. Não tem como falar o que senti ao entrar no Madison Square Garden, mesmo que por enquanto só para ver o preço dos ingressos e as datas dos jogos.

A cada esquina, a cada monumento, parque ou edifício, me passa pela cabeça os filmes de Woody Allen, as cenas de CSI:NY e Law & Order. É minha primeira vez nessa cidade e ainda assim tudo me é tão familiar.

Estou me sentindo em casa aqui. E cada vez penso mais a sério numa brincadeira que sempre faço quando alguém fala em mudar de Florianópolis: “Daqui só saio para ir morar em New York”. Definitivamente, Gotham me ganhou.

28 de dezembro de 2009

New York fora do esquadro

Hoje fomos ao Harlem e a Morningside Heights, na parte norte de Manhattan. A princípio, fomos para um programa típico de turistas: assistir um culto batista com música gospel, numa igreja tradicional do Harlem. Não rolou porque a fila estava enorme e não havia chance de conseguirmos entrar.

Em vez disso, que ficou para outro dia, saímos passeando pelo bairro. Muito legal, cheio de casas de tijolo marrom, os brownstones, que têm a cara de NYC. Um bairro predominantemente negro e com uma vibe muito legal. Lá, as avenidas têm nome, em vez de números, como é comum em Midtown e Downtown.

Almoçamos num restaurantezinho pequeno, que estava servindo brunch e nos entupimos de omelete e panquecas. Uma coisa bem fora do circuito turístico. Essas passeadas meio sem rumo pela cidade são as minhas preferidas. Ontem, mesmo abaixo de chuva, fiz uma dessas, indo em direção ao Noho atrás de uma loja que vendesse um PS3 por preços atraentes. Não achei.

Depois do almoço, fomos conhecer a Riverside Church e a Cathedral of Saint John The Divine, ambas em Morningside Heights. A Riverside Church fica próxima do Hudson e da tumba-monumento do general Grant, ex-presidente dos EUA. Fomos conhecê-la porque tem o maior carrilhão do mundo. Ele toca às 11 da manhã e às 3 da tarde. Realmente, o som é muito bonito.

Depois disso, mais um rolê: dessa vez, pelo campus da Columbia University. Bonito, também. Foi lá que fiz essa foto da Lu, em frente ao prédio do curso de jornalismo. Devia ter feito uma do prédio da Law School, para vocês verem que não é só por aí que o jornalismo é meio renegado.

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Lu na frente do prédio de jornalismo da Columbia University.

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Esquina da Lenox Av com a 137th Street, no Malcoml X Boulevard.

27 de dezembro de 2009

Agora sim eu vou tocar bem

Meus caros, de hoje em diante, nem preciso tocar bem. Passo a executar minhas canções em uma guitarra Gibson SG Special, ligada a um amplificador Fender Frontman, de 100 watts e dois alto-falantes de 12”. Junte isso a minha pedaleira Behringer X V-Amp e já dá para eu virar um pop star.

Faz muito que quero ter uma boa guitarra e agora tive a oportunidade. Como estava empolgado com o boxing day, numa coisa que os gringos chamam de “shopping spree”, já meti a cara a comprei também o cubo. Que é grande e vai dar trabalho para levar. Mas aí eu conto com a boa vontade dos meus velhos: eles vieram com menos bagagem e vão voltar tranquilos de peso e de cota para compras. Portanto, o Frontman vai na frente, com eles. A minha SG, cor de madeira crua, meio avermelhada, fica comigo. Como uma filha.

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Eu, na Guitar Center da 14th st., experimentando uma Gibson SG.

26 de dezembro de 2009

Brasileiros viram faxineiros em NYC

Normal, né? Brasileiro vem para New York e vira faxineiro. Como o dia não tava legal, previsão de chuva, coisa e tal, e tinha muitas lojas e atrações fechadas, resolvemos colocar as coisas em dia aqui no apartamento.

Pai e eu fomos lavar roupa na lavanderia do prédio. Nano e Lu ficaram limpando o apê. Uma pena que não tenho foto disso, mas a Berna fez um vídeo deles. Deve compor o DVD final da viagem.

Comida multicultural

Hoje, dia de Natal, muita coisa estava fechada na cidade. Resolvemos dar uma passeada por um lado da cidade em que Natal é só um dia como outro qualquer. Descemos a 4th Avenue em direção à Houston Street para achar umas delis e padarias judias que a Luciana leu a respeito.

Lá no Soho encontramos o Katz’s, que dizem ter um bom sanduíche de pastrami. Mas o dia não estava para sanduíche e o Nano e a Lu acabaram comprando döner kebab e falafel. Numa lanchonete turca. Onde inclusive meu irmão fez o pedido em turco e ficou papeando com o cara que preparava os pedidos.

Já, mais tradicionais, meu pai e eu resolvemos comer uma comida mais “normal” que compramos numa deli porto-riquenha: arroz, feijão, galinha ensopada, porco assado e purê de batatas. Voltamos para casa carregados de delícias para almoçar com a Berna. Ela havia ficado porque exagerou na comilança no dia anterior. Também, para quem não come pimenta, encarar comida mexicana no almoço e vietnamita no jantar, é demais.

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Nós, no apartamento, comendo nosso almoço de Natal.

25 de dezembro de 2009

Topo do mundo

Com um título desses, não tem suspense: vou falar do nosso passeio ao Empire State Building. São 102 andares de ferro, tijolos e concreto que marcaram definitivamente a paisagem de Manhattan. Fomos até o mirante do 86º andar, o mais tradicional, e ficamos esperando o entardecer. Foram algumas horas de espera, mas valeu a pena. Seguem as fotos, que nesse caso específico, realmente valem mais que as palavras.

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Meu pai aponta na direção do Financial District, com a Lu olhando.

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O sol se pondo no horizonte, sobre New Jersey.

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Chrysler Building: mais bonito que o Empire State, na minha opinião.