28 de julho de 2009

.38

Dizem que 38 não é uma idade, mas um calibre. Lageanos já têm fama de violentos e fãs de revólveres. Bem, quem me conhece sabe que esse lageano aqui é diferente. Eu arriscaria até dizer que sou esquisito. Fica pro julgamento de vocês.

Não podia deixar de postar hoje. O blog tá xoxo, paradão, ridiculamente abandonado. Mas ainda assim, tenho muito para contar. Sobre os planos de viagem para o fim do ano, sobre o andamento da restauração do Puma, sobre uma promoção e sobre meu desempenho nos campeonatos de sinuca e squash que disputei.

Poderia contar sobre isso, mas não vou. Melhor falar de algo diferente, esquisito. Sobre um garoto gordinho, que tinha dores de ouvido horríveis e uma tremenda prisão de ventre quando era pequeno. Sobre um garoto que logrou a própria avó quando a mãe pediu para ele levar empadas para ela. Sobre como essa criança de quatro ou cinco anos adorava sentar-se num banco de madeira ao lado do fogão à lenha e comer batatas fritas com chá de casca de laranja. Sobre como teve por um dia um gatinho filhote, que sumiu de maneira inexplicável.

Sobre como o garoto que tanto brincou com o gatinho também torturou um coelhinho branco que ganhou de páscoa. Daria para contar como esse garoto festejou, aos cinco anos, pulando na cama de seus avós maternos a chegada de um outro filhotinho, seu irmão mais novo e amigo para toda a vida.

De como esse garotinho chorou quando o fusca de seus pais derrapou numa curva e ameaçou cair num lago. Como, mais velho um pouco, se assustou ao ver estourar o pneu do TL que ia à frente da Brasília de seu pai e como ficou tranquilo quando pararam todos bem no acostamento.

Na puberdade, o menino gordinho ficou magro, muito magro. Implicavam com ele, zoavam com ele, meio nerd, meio CDF. Aos quinze, surpreendeu-se quando garotas começaram a notá-lo e lembra bem de como aproveitou o verão de 1986. De como sua mãe ameaçou desmaiar ao vê-lo pela primeira vez abraçado com uma namoradinha – Shirley, filha do delegado. De como saía a noite sem hora para voltar, bebia e fumava e fazia todas essas besteiras que os jovens fazem.

E de como quando veio morar em Florianópolis, conheceu uma menina que ele quis mais do que abraçar. Uma tal Luciana, que mudou o rumo da vida do jovem magrelo, narigudo e orelhudo que fazia engenharia elétrica e apresentava um programa de rock na rádio pirata da UFSC. De como ficaram juntos pela primeira vez numa festa no clube Penhasco. Um visual digno do romance dos dois.

Daria para contar como ele mudou a carreira acadêmica, meteu-se nas letras e não se reergueu mais até hoje. Depois, deu mais uma guinada e foi mexer com informação e estratégia, gestão e liderança. E promete que não pára por aí. Aliás, promete que não pára nunca. Que se for preciso, lhe parem. Porque aos 38 tem energia de 25, não pára de ler, de fazer planos e de sorrir. E quer continuar sendo assim, pra sempre.

Daria para contar tudo isso, mas que sentido há em escrever uma história que não tem fim? Um texto que termina em reticências, reticentemente? Não. Melhor deixar não dito e seguir a vida. O texto acaba. A vida? Sabe-se lá quando…

3 de julho de 2009

Meme Wanna Be

Cris-Cris me convocou e não afrouxei: respondo ao meme dizendo cinco coisas que não sou, gostaria de ser mas arrisco. Aliás, arrisco dizer que há algum problema na construção dessa frase. Mas, vocês entenderam mais ou menos o que quero dizer, né?

  • Piloto de avião – Sonho de adolescência e que até hoje não realizei. É caro, exige tempo e foco que hoje já não consigo dar. Certamente não será minha carreira, mas poderia ser um (mais um!) hobby interessante. Está nos planos, mas não para o curto prazo. Dá pra dizer que arrisco porque piloto aviões simulados há muito tempo no Microsoft Flight Simulator. E não me saio muito mal, não.
  • Multitarefa – Complicado fazer duas ou três coisas ao mesmo tempo, mas eu tento. Certamente, essa habilidade ajudaria no meu trabalho. Vez por outra eu falo ao telefone com alguém ao mesmo tempo que escrevo sobre algo totalmente diferente. Tenho treinado, mas ainda preciso desenvolver beeeem mais essa capacidade.
  • Modesto – Tá bom, é oficial: eu me acho. Eu sei disso. Sempre intervenho nas conversas com alguma informação extra, uma coisa que eu acho que só eu sei. Tenho quase certeza (tudo bem, tenho certeza, mas não espalhem) que isso incomoda muitos amigos. A Lu me chama de “pedante, pedantíssimo”, numa alusão a um maestro catarinense. Internal joke. Mas estou ciente dessa falha de personalidade e tenho tentado refrear.
  • Pontual – Tenho melhorado nesse aspecto quando se trata de questões de trabalho. Mas no final de semana, quando marco de jantar com amigos, de ir numa festa ou algo assim, continuo sendo o “senhor atrasado”. E olha que eu gosto muito de relógios.
  • Poliglota – Dá pra dizer que inglês eu domino (voltando ao item três, por favor!) e que espanhol dá pra enrolar bem – tirei o DELE (Diploma de Espanhol como Língua Estrangeira) no ano passado. Mas no resto… Caramba! Francês é uma palavra ou outra. Alemão, bah! Meu irmão, que mora há 10 anos na Áustria, diz que eu entendo copy-deutsch. Ou seja: um alemão falsificado na China.

Para continuar o meme, indico Geisi, Carol, Marcelo, Magoo e Aline.

20 de junho de 2009

Noite em claro

Não comentei aqui, mas meu velho estava há quase dois meses para fazer uma cirurgia. A famílía toda preocupada, coisa e tal. Ontem ele operou, às 8h30min, no Imperial Hospital de Caridade, em Floripa. Hoje estou acompanhando ele no hospital. Devo passar a noite em claro.

A cirurgia foi tranquila, de acordo com o médico. Aparentemente o problema, um adenocarcinoma na próstata, foi resolvido, e a recuperação já começou bem. O seu João está bem disposto, corado e tranquilo. O quarto no Caridade é bom, grande, com excelentes instalações. Tem até um pacotinho básico da Net.

14 de maio de 2009

Talento para cozinha

Minha mãe encontrou uma preciosidade no meio das receitas dela. Um prato criado pelo meu pai, meu irmão e eu. Chama-se excabexeiro. Vou confessar que, apesar da minha boa memória de longo termo, não recordo se o sabor é bom ou não. Transcrevo a receita e deixo a conclusão para vocês.

Excabexeiro

Ingredientes:

  • Ovos
  • Pão ralado
  • Banana moida
  • Catchup
  • Maçã ralada

Bata os ovos e depois rale o pão e a maçã esmague a banana (tudo junto menos os ovos) e bote o catchup e depois junte tudo mecha (sic) bem e frite em fogo baixo por 7 minutos e enfeite o prato com pedaços de maçã e pronto.

O papel com a receita, amarelado pelo tempo, foi datilografado numa Olivetti Letera 32, mexicana, verde-clara, que meus pais têm até hoje. Eu tinha 12 anos quando transcrevi a gororoba que fazíamos nos finais de semana à noite. Giuliano tinha 7 anos. Meu velho, que está aqui ao meu lado, acrescentou: “Algumas vezes, vocês ainda faziam eu colocar umas colheradas de Nescau”. Para completar, minha mãe dá um depoimento: “Eu comia e ainda tinha de dizer que era bom”.

11 de maio de 2009

Nunca vi a Lua com esses olhos

O presente meu e da Lu para meu pai no Natal passado foi um telescópio astronômico que comprei em Beijing. Mas o seu João só foi por as mãos no presente recentemente, quando as compras vieram da China pelas mãos do meu cunhado que morava lá, no mês passado.

Porém, só hoje é que conseguimos descobrir direito como funciona o equipamento. Olhamos a Lua. Impressionante olhar bem de perto uma bela lua cheia. As crateras, todas bem visíveis, as manchas na superfície do satélite. Muito legal.

O plano para amanhã à noite é procurar um lugar escuro e tranquilo para montar o telescópio e olhar as estrelas. Com a menor lente – que amplia menos – a Lua enche o visor do telescópio. Com a maior ampliação, se vê apenas uma cratera, das menores. É muito legal mesmo. Só tenho um arrependimento: não ter trazido um desses para mim.

10 de maio de 2009

Flagrante no Google Maps

O Rafa, sobrinho da Lu, me deu a letra hoje: na foto que mostra a casa do meu cunhado Bebeto, em São José, aparece um carrinho branco estacionado próximo às árvores. Meu Puma está no Google Maps!


Exibir mapa ampliado

4 de maio de 2009

A culpa é da Matrix

Nem havia me dado conta que não funcionaria, mas a imagem abaixo que não carregou é culpa da Matrix. Faz mais de uma semana que meu e-mail pessoal está sem funcionar e com as mensagens voltando. O servidor de armazenamento, onde a Lu e eu guardamos alguns arquivos que precisamos pegar à distância, também tá fora. Lá ficam as imagens do blog, bem como os arquivos antigos. Os caras não resolvem e também não explicam muita coisa. Em suma, se os caras não resolverem essa engronha amanhã, bye-bye Matrix.

Indo onde Gostosa alguma jamais esteve

Faz um tempo eu escrevi aqui que um dos meus planos para o Gostosa era dar uma esticada até Governador Celso Ramos. Fiz isso ontem, com o amigo Carlito. Foi uma velejada de sete horas. Saímos às 11 horas da marina e voltamos em cima da hora de fechar, às 17h55min. Só uma parada: já perto do continente, para almoçar, por meia hora. Foi uma velejada gostosa, digna do nome do barco, sem ventos muito fortes e com o mar bem tranquilo, mesmo na boca Norte da baía. A imagem do trajeto, plotada no GPS e transferida para o Google Earth está aí embaixo (ainda estou tentando descobrir um jeito de colocar esses dados do GPS no Google Maps).

velejada

Update: O proeiro/timoneiro Carlito Costa conseguiu (ele me explica outra hora como fez) colocar o mapa da velejada no Google Maps. Taí o percurso, agora mais interativo.


Visualizar Velejada de domingo 3/05/09 em um mapa maior

18 de abril de 2009

Descompressão

Estranho vir a São Paulo para tirar o estresse do corpo, mas foi precisamente isso que a Lu e eu fizemos neste final de semana. Vamos fazer nosso visto para viajar aos EUA na segunda-feira, dia 20 e aproveitamos para fazer outras coisas na "cidade grande". Principalmente compras. O que sempre ajuda a aliviar o estresse de um consumista como eu. Posted from moBlog – mobile blogging tool for Windows Mobile

7 de abril de 2009

Aula de Orkut

Dia desses, a Lu chegou pra mim e falou que precisava de “umas aulas de Orkut”. Antes que vocês sacaneiem o amor da minha vida, explico: a Lu é neófita para essas questões de internet em que ela não vê utilidade. Não tem blog, Twitter, perfil no Orkut, MySpace, Facebook, só usa um único e-mail pessoal, não é fã do Google Maps. Por aí vocês tiram.

Pois é, agora ela tá querendo aprender um pouco sobre isso. Usar no trabalho, como ferramenta de relacionamento com os públicos de comunicação que ela precisa alcançar. E nesse quesito, o Orkut é poderosão aqui no Brasil. Me serviu muito para auxiliar na reforma do Gostosa. Peguei muitas especificações e dicas de peças na comunidade de Day Sailer do Orkut. No início da restauração do Puma, também ajudou. Inclusive, ajudou a encontrar o meu tubarão branco 76. Acabei comprando o Puma pelo Webmotors, mas me ofereceram diversos carros pela comunidade e nos scraps.

Mas o mais louco é que a Michelle, uma amiga nossa que faz aniversário agora no dia 25 de abril, está montando a festa dela por meio de uma comunidade no Orkut. Diz ela que quem não estiver inscrito na comunidade não será convidado para a festa. Mas espero que ela não cumpra a promessa. Se barrar os “sem Orkut”, vou ter que ir sozinho.

[Ouvindo: É Preciso Saber Viver - Roberto Carlos - Despedida]

6 de abril de 2009

Puma em restauração

Comentei aqui que o meu Puma está em processo de restauração. Tenho feito diversas viagens para a praia da Armação, onde fica a oficina do restaurador. Na última ida, para levar a luz de placa, um jogo de borrachas e dois galões de thinner, tirei essa foto. Sem as portas e completamente pelado por dentro. Os bancos estão no estofador – valeu, Rafa! – e muitas das outras peças estão aqui comigo, para limpeza, cromagem e restauro. É apenas o início do processo. Tem muita coisa pra frente.

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[Ouvindo: Creep - Radiohead - Pablo Honey]

3 de abril de 2009

Ainda não entendi o twitter

Entrei no twitter esta semana. Ainda não peguei bem o espírito da coisa. Ficar postando informações sobre o que eu estou fazendo, o que eu li no momento ou onde estou me parecem meio bobas. O que notei é que o povo usa bastante para chamar para seus próprios blogs. Experimentei fazer isso também, mas ainda não vi resultado em termos de acesso. O Google Analytics continua mostrando a média tradicional da Casa Proença, sempre na casa dos 25 a 30 visitantes diários.

Mesmo assim, meio perdido com o uso desse negócio, estreei o twitter com gosto: baixei um aplicativo para meu smartphone, um HTC Touch rodando Windows Mobile 6. Chama-se Twobile e é gratuito. Funciona bem. Também adicionei no meu notebook um gadget do Vista que lê e twitta direto da área de trabalho, chamado Twitter Gadget. Esse, às vezes, perde a conexão. Mas tem visual legal e ocupa pouco espaço na barra lateral do Windows.

[Ouvindo: C'mon And Love Me - Kiss - The Very Best Of Kiss]

2 de abril de 2009

“Escolhe eu”

Quando eu era guri, sempre ficava por último – ou era um dos últimos – a ser escolhido para jogar bola. Nunca fui bom em futebol. Lembrei disso porque “Pick Me” é o mote da campanha da Reebok para o fantasy game da NFL que eles patrocinam. Veja o vídeo e diga se não é maneiro. Coisa de quem curte footbal, e não futebol.



[Ouvindo: Battle for Britain - David Bowie - Earthling]

29 de março de 2009

Mais blogs na lista

Desde a semana retrasada, estou postando também (também como, se não posto nem aqui direito?) num blog colaborativo chamado De Cabeceira. É um blog sobre livros escrito por muita gente boa, meus amigos do trabalho. Coloquei o link aí do lado. Por enquanto os dois únicos posts, embora sem assinatura (o Tossulino está trabalhando nisso), são meus.

Mas tem mais blogs novos na lista à direita da tela: Infinitomaizum, do Robson; The Lady Bug Blog, da Fefa; Coisas da Deda, da Andréia; Insert Code, do Xande, e Na Era da Informação, da Paula.

Dei até uma chance para o Alemão e coloquei o link do Nove um cinco dois setenta meia dois. Muito embora ele não tenha passado do primeiro post. Quem sabe com esse voto de confiança o cara vira 2.0 de vez.

[Ouvindo: New York - U2 - All That You Can't Leave Behind]

16 de março de 2009

Batizado incomum

Neste final de semana passado, Luciana e eu batizamos o nosso sobrinho Klaus. Ele é filho da Idiacuí, que eu considero como minha irmã. O pequeno, portanto, é meu sobrinho. Além de nós dois, meus pais também apadrinharam o garoto.

Estou longe de ser uma pessoa religiosa, portanto a Idi e o marido, Adilson, sabiam que o batizado com padrinhos como a Lu e eu não seria religioso. Ainda assim, preparei um ritual não religioso para marcar a ocasião. A Lu pesquisou na internet algumas alternativas de ritos de batismo feitos em casa e achou alguma coisa. Eu busquei mais algumas informações e montamos uma coisa legal.

Começamos preparando cinco velas coloridas para representar o que desejávamos para o Klaus. Enquanto a carne assava na churrasqueira dos meus velhos, na casa deles em Balneário Gaivota, fizemos a cerimônia.

Comecei falando um pouco sobre os batismos, a origem da palavra - grega, que significa imergir - e que deu origem ao antigo batismo cristão, de mergulhar as pessoas na água. Falei um pouco sobre o batismo hindu, que escreve "om", a sílaba da criação, na língua da criança com mel. Sobre como raspam os cabelos no ritual muçulmano e doam o peso em prata para os pobres. Sobre o bris e a mutilação do prepúcio entre os judeus homens. Mas usei esse discurso para dizer que começávamos a vida espiritual do Klaus dando a ele um presente que é um preceito comum a praticamente todas as religiões: o livre arbítrio.

Falei algo mais ou menos assim:

Pela crença judaico-cristã, que é a crença da maioria de nós aqui, Deus deu aos homens a faculdade de fazerem suas escolhas. No Budismo, a crença da avó materna e também madrinha do pequeno e de um de seus tios, esse livre arbítrio está representado pelas nossas ações, nosso Karma. Seguir ou não o Dharma, os ensinamentos de Buda, é prerrogativa de qualquer um. Todos nascem com a capacidade de se tornarem iluminados.

Ao fazermos uma cerimônia não religiosa para o Klaus, já damos um belo sinal, dizendo que não há uma “religião correta”. Uma verdade absoluta e inquestionável para todos. Mas que a resposta está em cada um de nós. E esse nosso pequerrucho, no momento, está mais preocupado com dormir, comer e ficar com as fraldas limpas. Não em que religião seguir. Essa decisão, fica para mais tarde.

Mas não é por isso que o Klaus vai crescer sem valores. Muito pelo contrário. Todas as pessoas aqui se preocupam com os valores que ele terá. Queremos que esse bebê fofinho se torne um homem honesto, respeitoso, esperançoso, educado, inteligente, trabalhador.

Embora os padrinhos sejam a Lu e eu, o João e a Berna, somos todos responsáveis por ensinar ao Klaus as escolhas que ele terá pela frente. E até ele ter idade suficiente para as próprias escolhas, fazer com que siga os valores que farão dele um homem exemplar.

Já que falamos em religião e espiritualidade, isso é algo que desejamos para nosso afilhadinho. A espiritualidade está representada pela cor violeta, por isso a Luciana vai acender essa vela violeta, que a irmã dele, a Manuela, vai levar para a Berna. Além da espiritualidade, o violeta está associado à sabedoria e a criatividade.

Já o azul é a cor da ciência e do conhecimento. Essa é uma coisa muito importante: desejamos que o Klaus seja estudioso, inteligente, tenha conhecimento para ser uma pessoa bem sucedida e feliz. Isso está representado nessa vela azul, que a Manu vai levar para o João.

O verde é a cor da esperança. Sabemos que o Klaus vai crescer num mundo diferente do que crescemos. E que a esperança é um componente forte para viver nesse novo mundo. Há muita tristeza e sofrimento e é preciso ser forte e poder contar com o apoio da família e dos amigos para reforçar nossa esperança. Por isso, o verde dessa vela, que a Manu entrega para mim.

O amarelo é a cor que representa a felicidade e o otimismo. Na sua cabecinha de nenê, ele é só felicidade e otimismo. É só ver o sorriso fofo nessa carinha gorducha. Mas quando ficar mais velho, com responsabilidades, o Klaus vai ter que ser otimista para enfrentar as dificuldades. E é por isso que a gente trouxe essa vela que fica acesa com a Luciana.

Por fim, a vela de cor mais importante. Vermelho é a cor do amor e da energia. Todos que estão aqui amam muito o Klaus. E querem dar a ele muita energia para a longa vida que queremos que ele tenha. Amor é essencial na vida de qualquer um. Por isso, a vela vermelha, para lembrarmos que temos que dar muito amor para o pequeno Klaus. Essa vela fica com a Idiacuí e o Adilson, que amor de mãe e de pai é o mais importante que há.

Agora, que nós estamos já iluminados pelo amor, pela energia, pela felicidade, pelo otimismo, pela esperança, pelo conhecimento, sabedoria e espiritualidade, a Manu vai recolher o cartãozinho que cada um de vocês recebeu. Cada um deles tem uma coisa que vocês desejaram ao Klaus. Deve ter escrito por aí saúde, dinheiro, felicidade, sucesso, amor. A Lu vai fazer um álbum com as fotos do batizado e colar esses cartões para que o Klaus tenha sempre com ele os desejos dessas pessoas que estavam aqui nesse dia especial, os desejos nossos para o Klaus, de que ele seja o melhor que ele pode ser. Uma salva de palmas para o nosso pequenino batizado.

Depois fomos todos comer churrasco e tirar fotos com o pequenino. Outro dia eu posto o link para as fotos. É que ainda não deu tempo de baixar as imagens para o computador e selecioná-las.

[Ouvindo: Girls Just Want To Have Fun - Cyndi Lauper - The Essential Cyndi Lauper]

8 de março de 2009

Decepção total

Depois de contar os dias para a estréia de Watchmen nos cinemas, veio o desapontamento. Zack Snyder fez caca com um dos argumentos mais legais de todos os tempos. Assisti sexta com a Lu e voltamos decepcionados. Ela nem tanto, mas eu muito. Desde que li Watchmen - em 12 episódios emprestados do Pedro Valente ou do Giuliano Ventura, não lembro bem - que imagino como ficaria essa maravilha dos quadrinhos no cinema.

Anos mais tarde, quando comprei uma bela edição importada - Absolute Watchmen - li pensando em como o texto se sairia bem nas telas. Imaginei uma série de tevê, em película e muito bem realizada. Quando soube que Snyder estava cozinhando um filme baseado nos quadrinhos, me empolguei. O cara já tinha mostrado seu valor em adaptar a graphic novel de Frank Miller sobre a Batalha de Termópilas, 300 (em português, 300 de Esparta). O resultado de 300 ficou excelente e botei fé em Watchmen.

Tanto que fui assistir na estréia. Cinema não muito cheio, um monte de nerds e geeks na sessão e muita empolgação de minha parte. Ruim o filme não é. Tem uma boa trilha, é bem fotografado, os efeitos fazem jus aos desenhos de Dave Gibbons, a Silk Spectre é um arraso de mulher... Mas nada chega ao pé dos quadrinhos. Exceto pela beleza da atriz que faz a Silk Spectre.

Mas os demais atores são fracos. Ozymandias é fraquíssimo. Trata-se de um cara importante pra caramba na história e o papel não coube no ator. O melhrozinho é o cara que interpreta Rorschach. Enfim, se você não for fã dos quadrinhos de Moore, não vale a pena ver. Por outro lado, se nunca leu Watchmen, talvez goste do filme. As expectativas não estarão tão altas quanto estavam as minhas.

5 de março de 2009

Finalmente

Ontem o meu Puma foi para a restauração, finalmente. Depois de duas tentativas - uma antes de viajar para a China e outra logo na volta - consegui iniciar o processo de recuperação do carrinho. Em junho de 2008, procurei o João do Puma para tentar deixar o carro com ele enquanto eu viajava. Ele não tinha espaço na oficina para o meu carro e tive que trazê-lo de volta para a garagem. Na segunda visita ao João, em agosto, fiquei sabendo que ele havia sofrido um infarto e parara de trabalhar com a restauração dos puminhas.

Desde então, venho procurando um novo restaurador. Em meados de fevereiro, encontrei o Fausto, pumeiro que já restaurou alguns carros em sua oficina na Praia da Armação. Estive lá e gostei da oficina do cara. Parece fazer um bom trabalho. Bem, de qualquer forma não tenho muita alternativa. E além disso, ele veio indicado pelo próprio João do Puma.

Ontem ele e o filho, Felipe, estiveram no meu trabalho pegando o Puma. Levaram para a oficina e já iam começar o trabalho de desmontagem. Vou mexer com tudo, desta vez. Agora, só ligo o motor de novo e sento ao volante do carro com ele totalmente restaurado. Coisa que deve levar pelo menos quatro meses. Se ficar pronto mais ou menos na época do meu aniversário, será um belo presente.

Estagiários felizes

A minha empresa começou nesta semana um programa de estágio. O pessoal de marketing e RH veio com umas idéias bem legais. Fizeram um site divertido e um videozinho. Quem quiser dar uma olhada, acesse www.estagiosemsofrimento.com.br.

4 de março de 2009

Desisti

Não deu. Tá muito caro e me falta companhia para ir ao show do Deep Purple, amanhã, aqui em Floripa. Outra coisa que me desanimou um pouco foi saber que venderam mais ingressos do que estavam esperando. Muvuca não é comigo. Uma pena. Provavelmente a chance que eu tive de ver o Deep Purple passou - ou passará amanhã.

Não que eu seja um fã ardoroso dos caras. Gosto. Especialmente deste disco que estou ouvindo agora - Machine Head - que considero um dos melhores de rock de todos os tempos. Ainda assim, fico meio desanimado de não ir ao show. Paciência. Outros virão.

[Ouvindo: Highway Star - Deep Purple - Machine Head]

10 de fevereiro de 2009

A-E-I-O-U

Estou num treinamento de desenvolvimento de líderes a semana toda em São Paulo. Cheguei no domingo e só volto na sexta pra casa. Mas não é exatamente sobre o programa que quero falar. É sobre o que aconteceu hoje à noite.

Lá pelas cinco e meia da tarde, começou, dentro do evento, um show de palhaços chamado "Jogando no Quintal". Uns caras que fazem improviso teatral de comédia. Divertido, mas meio fora do contexto de um treinamento desses.

Mas o mais engraçado do negócio foi que o meu colega Moriael foi escolhido para ser parte da performance. Uma das garotas da trupe disse que ele era o homem das "vogais incertas".O nome incomum chamou a atenção dela. Só niso já rimos um bocado, mas me deitei de rir quando outro dos palhaços chamou o Mura de A-E-I-O-U. Putz, eu e os demais da nossa empresa que participam desse treinamento se dobraram de rir. Tomara que o apelido pegue.