9 de setembro de 2008

Puma na lista de espera

Tá difícil. Vocês se recordam que o restaurador de Pumas aqui de Floripa, o João do Puma, tinha quebrado o pé antes de eu viajar para a China? Pois é. Quando voltei, pronto para deixar o carro com ele para fazer a restauração completa de fibra e interior, descobri que o coitado tinha sofrido um infarto. Dureza, hein?

Duas semana depois de ele ter infartado, fui fazer uma visita ao João. Ele não vai mais trabalhar em restaurações e fiquei sem ninguém para fazer o trabalho no meu Tubarãozinho 76. Se alguém souber de um bom restaurador de antigos que trabalhe com fibra, por favor me dê um toque.

[Ouvindo: El amor es algo tan incierto - Loquillo y Trogloditas - Tiempos Asesinos]

Cinco anos

Dia 6, sábado passado, a Lu e eu fizemos cinco anos de casados. Um momento bem gostoso. Reavivados pelas férias recentes, estamos nos curtindo muito. Pena que não tenhamos mais tempo um para o outro e para fazer os coisas que gostamos de fazer juntos. Tenho viajado com certa freqüência e nesse período de campanha a Lu trabalha mais do que o usual.

Tivemos nossos altos e baixos nestes cinco anos de casados e 18 de vida juntos. Mas passamos galhardamente por todos. Não podia querer uma companheira melhor.

[Ouvindo: Treinta y tantos - Loquillo y Trogloditas - Tiempos Asesinos]

5 de setembro de 2008

O Processinho (com a licença de Franz K.)

Alguém devia ter difamado Ana P., pois certa manhã, sem que tivesse feito qualquer mal, recebeu a notícia de que seu salário seria descontado em 1%. A notícia veio com o aviso de que pouco poderia ser feito. Era preciso buscar a Repartição para evitar o desconto.

Ana P. não compreendeu na hora as implicações do desconto. Não conhecia a Repartição e não estava familiarizada com os processos, embora fosse letrada e versada, mulher vivida e de perspicácia acima da média.

Ana P. buscou informações, tentou compreender o que todo o processo significava e porque a Repartição tinha que mexer em seu salário. Porque o salário era dela, disso não havia dúvida. Ela trabalhara, ficara com dor nas costas, com a testa marcada por rugas de expressão, perdera compromissos por causa das horas longas no escritório. Merecia o salário. Não 99% dele, mas sua totalidade.

A Repartição, o que havia feito? Os homens de roupa escura, de rostos pesados e semblante raivoso, haviam trabalhado como ela? Ou haviam passado seus dias dedicando-se a tarefas fúteis, a combater batalhas inúteis, a discursas às paredes? Era para isso que queriam 1% de Ana P. Não só de seu salário, mas de seu tempo, Um centésimo da sua vida naquele mês.

Foi com esses pensamentos que a Sra. P. se dirigiu naquele dia à Repartição.

- Bom dia, gostaria de protocolar uma carta solicitando que não seja efetuado o desconto de 1% sobre meu salário.

- Não trabalhamos desta forma - respondeu o homem atrás da mesa.

- É muito simples: tenho aqui duas cópias da minha solicitação. O senhor assina uma, dizendo que recebeu a carta, e fica com a outra cópia, para que não esqueça de não descontar o valor.

- Não assino nada.

- Esse é um padrão usual no recebimento de documentos importantes - retrucou Ana P., que sabia dos meandros da burocracia e das Repartições. Ela havia, um dia, sido uma burocrata.

- Não posso assinar. Não assinamos para ninguém.

- Mas vocês assinaram o recebimento da carta de meus amigos que estiveram aqui ontem.

- Não assinamos, não. E além disso, o seu pedido para que eu assine significa que a senhora não confia em mim. E aqui, nós confiamos nos trabalhadores.

Neste momento, é bom explicar. A Repartição servia, ou deveria servir, para defender os trabalhadores como Ana P. Seu propósito era negociar percentuais, benefícios, vantagens, para que Ana P. e seus colegas fossem felizes e trabalhassem com tranquilidade. Mas nem a Sra. P. nem seus colegas acreditavam que isso acontecesse. As batalhas da Repartição não eram as batalhas deles. Os burocratas lutavam contra forças míticas, como a Alca e a globalização. Desafiavam deuses, como GWBush e FHC. Ana P. e seus colegas queriam coisas simples, como horas-extras, bancos de horas e direito a um plano de saúde. Com psicanalista, claro.

- Você está me chamando de mentiroso - complementou o homem raivoso da Repartição.

- Em momento algum eu disse isso! - alterou-se Ana P. - Tudo o que quero é que você assine a minha carta.~

- Não posso assinar. Não vou assinar.

Por horas, dias e semanas a discussão prosseguiu. Ana P. não soube se havia sido descontada em seu salário. Não viu a sua folha de pagamento, porque estava envolvida em leis e tábuas e mandamentos que pudessem corroborar sua necessidade de que assinassem a carta. Mandava faxes, recebia documentos, lia-os avidamente. Até que foi desanimando e deixou-se entregar como seu parceiro de processo do outro lado do oceano, Joseph K. Quando Ana P. desistiu, no mesmo momento "as mãos de um dos senhores seguraram a garganta de K. enquanto o outro lhe enterrava profundamente no coração a faca e depois a revolvia ali duas vezes".

13 de agosto de 2008

É outro nível

Brasilienses que me desculpem, mas o Rio é outro nível. Trabalhar aqui dá até gosto. Ontem, como parte do evento de que vim participar, fui a um show da Blitz no Morro da Urca. Ouvir "A Dois Passos do Paraíso" olhando o próprio pedaço do céu que é a Baía da Guanabara é uma coisa Mastercard: não tem preço.
Hoje, tomamos - Carine, Rodrigo e eu - o metrô e fomos dar uma caminhada no calçadão de Copacabana. Espetáculo! Agora, estamos os três tomando uns drinks - coisa antiga, isso - no terraço do hotel, de frente para os arcos da Lapa. Inveja? Normal.

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31 de julho de 2008

Saudade de casa

Essa cidade me faz mal. Não é que eu odeie Brasília, mas definitivamente não gosto. Cheguei na segunda e desde terça, tenho crises de rinite. Meu nariz stá vermelho e assado. Dolorido.

Para completar, o evento que vim assistir - 2º Congresso Ibero-americano de Gestão do Conhecimento e Inteligência Competitiva - está fraquinho. Dos quatro dias, só foi realmente aproveitável a manhã de segunda e a de hoje. Alguma coisa da tarde de hoje também.

Pelo menos tem a noite, para fazer uma coisa diferente. Ontem, fomos - estou acompanhado de Carol, que trabalha comigo - ao Park Shopping e demos uma chegadinha na FNAC. Comprei um quadrinho do Alan Moore, Top Ten Contra o Crime. Não é Watchmen, mas já serve pra passar o tempo. Fiquei doido para comprar Do Inferno, do mesmo autor, mas ia ficar muito caro. São quatro volumes.

Na segunda também pude aproveitar um pouco. Assisti Kung Fu Panda. Vale a pena. O desenho é divertido e depois de ir para a China ficou interessante ver como os filmes tratam a cultura de lá. Sábado, quando fnalmente estiver de volta em casa, vou com a Lu ver a segunda sequência de A Múmia. Se passa na China.

28 de julho de 2008

37

Hoje, 28, faço 37 anos de idade. Três para quarenta. Não é nenhum milestone nem nada, mas tá um níver meio estranho. Acho que é por que estou passando longe da Lu e completamente sem tempo para os amigos e família.

Estou em Brasília e devo ficar por aqui até sexta-feira. Até lá, estarei postando a minha participação no GeCIC, um evento de gestão do conhecimento e IC, no blog Knowtec no GeCIC.

14 de julho de 2008

Velocidade

No final de semana consegui que a Brasil Telecom mudasse a velocidade do meu ADSL de 800 Kbps para 2 Mbps, mantendo o mesmo preço - na real, até um pouco mais barato.

Os caras tinham feito essa oferta antes de eu viajar, mas não dava, na correria que a Lu e eu estávamos, para atender um técnico aqui. POis no sábado o técnico ligou dizendo que estava trocando a porta do ADSL na central para aumentar a velocidade.

Na mesma hora minha conexão parou de funcionar e não voltou mais. Fucei a manhã inteira, depois de pedir uma visita técnica da BrT. Mas lá pelo meio-dia consegui configurar o modem e a conexão para os novos parâmetros. Mas não senti muita mudança na velocidade. Só nos downloads mais longos, mesmo. Naquelas coisas do dia-a-dia, ficou igual. Mas va lá, economizo R$ 5,00 por mês.

[Ouvindo: Since I've Been Loving You - Led Zeppelin - Led Zeppelin III]

Tirando o pó

Cof, cof, cof... Como esse lugar tá empoeirado! Também, tinha meia tonelada de trabalho, um mês - 34 dias para ser exato - de tarefas acumuladas. Claro que o povo da empresa tocou bem sem mim. Deram um banho. Às vezes eu até acho que mais atrapalho que ajudo.

Mas, agora de volta ao Brasil e já num ritmo mais normal, dá pra postar de novo. Devagarinho vou contando o que vi, o que fiz e o que presenciei os outros fazerem.

Quem foi à China sabe: o outro lado do mundo é outro universo. O trânsito, os costumes, as pessoas na rua, os mercados. Tudo, absolutamente tudo diferente. Até o McDonald's. Até a Coca-Cola, sempre servida quente, sem gelo. Blergh!

[Ouvindo: Celebration Day - Led Zeppelin - Led Zeppelin III]

15 de junho de 2008

Troglodita

O Nano fez aniversário dia 11 deste mês e resolveu comemorar hoje conosco e um grupo de amigos. Está de enlouquecer. Há dez pessoas na mesa e a única língua em comum é o alemão. Em comum entre eles. Lu e eu conversamos com um ou outro em português - há mais dois brasileiros -, em espanhol - há uma espanhola - e em inglês. Um sarro.


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11 de junho de 2008

Até aqui!

O chinês é uma língua para lá de complicada. Comunicar-se com um chinês é tarefa bem dfícil para quem não fala a língua. Para terem uma idéia, até o jeito de contar os números nos dedos é diferente do nosso. Eles usam uma mão só, inclusive para os números maiores de seis.

No trem, indo de Luoyang para Xi'An, tentei comprar uma água, mas não consegui. Até usei a palavra chinesa para água, shui, mas não deu. O cara me indicou a caldeira que tem em cada vagão, com água fervendo para eles fazerem chá e noodles. Não houve jeito de eu explicar que eu queria água gelada. Até porque eles não usam isso. O humor do chinês do trem era do tipo "não me enche, gringo chato, e vai pra tua cabine". Não fez o menor esforço para me entender. Fomos dormir com sede. Paciência.

Pois ontem, aqui em Praga, na frente do hostel/pensão em que estamos, vi uns pêssegos lindos numa barraquinha da estação de metrô e resolvi comprar. Peguei meia dúzia de pêssegos e mais uns dez morangos. Coloquei nos saquinhos como o resto do povo estava fazendo e fui pra fila pagar.

Não é que atendente e provavelmente dona da barraquinha era oriental! Na hora em que a mulher pegou minhas coisas, começou a falar em tcheco, acho que reclamando de algo que eu fiz. Aí apontou para os pêssegos, para os morangos e o colocou os dois com força na frente da balança. Pelo que entendi, tinha feito algo fora do padrão local. Talvez tenha um mínimo para venda, não sei. Tentei me comunicar com ela, abri a carteira, tentei dar dinheiro, pensando que talvez ela estivesse dizendo o preço em tcheco. Nada. Ela, brava, tirou os pêssegos e morangos da minha frente e me mandou embora. Sonhei com frutas essa noite.

3 de junho de 2008

Bye bye, Beijing

Ontem demos adeus a Beijing, ao Tonho e a Sonia (sorry, mas os acentos deste computador nao funcionam) depois de nove dias passeando pela cidade. Foi otimo! Visitamos tudo o que havia de mais relevante e fizemos compras adoidado. Do nosso roteiro, so nao deu para visitar o parque Beihai e o zoologico para ver os pandas. O dia em que nos programamos pra fazer isso, primeiro de junho, era dia das criancas na China. Ai nao tem condicoes.
Ontem os dois - ja estamos com saudade deles - nos levaram ate a estacao de trem para embarcarmos para Luoyang. Estamos viajando com muita bagagem e as estacoes tem um monte de escadas. Por ai ja da pra ter uma nocao da trabalheira que passamos. Tem uma sacola que esta cheia de presentes, pesada pra caramba. Dureza, mas conseguimos.
Depois de oito horas de viagem, contando com a ajuda de um chines prestativo e muito curioso - boa parte deles e assim - que viajava na mesma cabine que nos, chegamos a Luoyang. A guia estava nos esperando na plataforma, mas nao deu nem uma forcinha com a bagagem. O resultado foi uma mala maluca nas maos da Luciana e umas marcas roxas nas pernas dela. A cena da Lu descendo as escadas com a mala de rodinhas e coisa para filme de comedia, do tipo As Ferias de Mr. Bean.
O hotel aqui em Luoyang e coisa de primeira. Estamos tirando a maior onda de gringo rico, em hotel cinco estrelas e Breitling falso no pulso. A cama e enorme e o quarto super bem equipado. Tem ate HBO! Legendada em chines, mas tem. A vista do quarto e para um dos parques da cidade, que e bem grande e populosa - ate mesmo para os padroes da China. Sao 6 milhoes de habitantes na zona urbana. Nove milhoes se contar a zona rural.
Viemos para Luoyang especificamente para visitar as Grutas Longmen, um conjunto de cavernas esculpidas na rocha com milhares de imagens budistas. Estivemos la pela manha. Muito legal, mas fico devendo as fotos porque este computador do hotel nao tem drive e nao ha como eu colocar fotos no post.
A outra razao de vir para ca foi o Templo Shaolin, que originou o Kung-Fu que conhecemos no Ocidente. Dizem que e muito legal. Vamos visita-lo amanha, junto com o Templo do Cavalo Branco.
Na madrugada, saimos de trem para Xi'An para ver os guerreiros de terracota. Esse certamente sera um dos pontos altos do nosso passeio pela China. Depois de la, vamos para Hong Kong. Ai bate a febre das compras, eu meto o pe na jaca e compro um notebook novo. So entao e que ficara mais facil de postar fotos e manter um ritmo de postagem mais intenso. O que e um saco, porque eu preparei meu telefone para postar direto, mas a internet na China tem muitas coisas bloqueadas e mesmo para usar o Blogspot, tenho que fazer uma baita manobra. Mas Hong Kong e outro mundo e la vamos ver se consigo mandar noticias com maior frequencia.

28 de maio de 2008

No gouda

Não, este post não é sobre queijos. É que anteontem nós estivemos no Silk Market, em Beijing. Experiência fascinante. Eu estava precisando comprar um par de tênis porque só trouxe sapatênis para cá. Sônia e Tonho nos levaram, pacientemente, até esse centro comercial famoso na cidade. É um lugar para comprar coisas piratex xingling. Eu fui com tudo num, supostamente, Nike Shox branco com vermelho.
Quando a gente entra, as meninas das lojas já começam agarrando pelo preço: "Shoes, sir, very good price for you". Isso dito no maior sotaque chinesão. Algumas ainda complementam: "Come take a looka". Assim, com a no final. Também é comum que elas nos chamem de "my frienda"e digam que o preço é "very cheapa".
Comprei o tal Nike e a Lu um Puma por 185 yuans. Dá mais ou menos 45 reais. Baratinho, não? Mas tem que ter paciência e encarar a compra com humor. As meninas começam pedindo 400, 500 yuans. Depois de negociar, o tênis sai por 120. Uma doidêra, porque no processo de negociação, elas brigam com você, batem nas suas costas com o sapato, dizem que você é "no gouda", mas vendem. Eu comecei querendo pagar 80 no tênis e ela pedindo 400. Chegamos a 120.
Com um tênis confortável, estava preparado para os passeios mais "pesados". Ontem, fomos no Templo do Céu, um parque lindo feito pelos imperadores chineses para reverenciar o céu pedindo uma boa colheita. Caminhamos para caramba, andando por tudo quanto é lugar, pelos templos, pelos altares, num muro feito para reverberar os tambores e vozes da cerimônia de sacrifício de animais. E tiramos fotos, muitas fotos. Pena que não dá para publicar porque a internet aqui na China é cheia de restrições. Fico devendo.
Mas o que não fica devendo nada foi o restaurante que estivemos ontem. Com garotas de roupas típicas, lanternas chinesas, comida muito legal. Pasmem: a Lu comeu salada de flores. E com palitinho! Gostou mais ou menos. O que ela curtiu mesmo foi um arrozinho frito tipicamente chinês, mas que leva bacon e ovo. Aí até eu, né!
Na segunda, o esquema foi outro: ficamos andando de metrô para visitar atrações mais próximas do centro da cidade. Começamos pelo Templo do Lama, um baita parque, muito legal, bem no meio da cidade. Altares, arquitetura tradicional e muitas fotos. Como sobrou um tempinho, partimos para a Cidade Proibida. Cara, é gigante! Os espaços são muito amplos e a arquitetura de tirar o fôlego. Estava cheia de gente, claro. Na entrada, que tem como destaque uma foto gigante do camarada Mao, centenas de chineses tirando foto. Não tem muitas relíquias para ver na Cidade Proibida, mas a visita é imperdível. Só saber que boa parte da história da China aconteceu ali, já dá uma sensação diferente. Não tem como não lembrar do garotinho correndo no filme do Bernardo Bertolucci na hora em que a gente entra na praça principal, em frente ao primeiro prédio.
Mas, na minha opinião, o passeio mais bonito que fizemos até agora foi a visita de hoje ao Palácio de Verão. Emboa tenha sido construído na dinastia Qing, ele foi refeito no século 19 por ordem da imperatriz Cixi, regente poderosíssima da China e doida de carteirinha. Lá você tem uma noção do delírio da mulher: um barco de mármore, um lago artificial, uma colina de rochas montada por escravos e um conjunto de suntuosas construções, inclusive um palco artístico de quatro andares. Inúteis, já que só é possível enxergar o primeiro andar. Ainda assim, é um barato. Alugamos um barquinho elétrico por 60 yuans e navegamos livremente por uma hora no lago. Deu pra curtir muito o palácio.
Amanhã, quinta-feira, é dia de visitar a Grande Muralha e, se der tempo, fazer mais umas comprinhas. Isso é "no gouda" para o meu orçamento.

26 de maio de 2008

Amsterdam é o canal!

Infame essa, hein? Mas não pude me conter, até porque é verdade. Passamos poucas horas numa das capitais da Holanda (a outra, política e sede do governo, é Haia) porque o aeroporto local, Schipol, é o hub da KLM, empresa que nos trouxe à China. Nos atrapalhamos um pouco para comprar tickets do trem que vai de Schipol até o centro, mas conseguimos passear por lá.
Almoçamos, tomamos café à beira de um canal, entramos numas lojinhas, vimos os principais pontos turísticos do centro e voltamos para o aeroporto. Ficou a sensação de que vale uma visita com mais calma. Quem sabe na próxima viagem em que a KLM tenha a passagem mais em conta.

Uma cidade em obras

A coisa que mais me chamou atenção em Beijing foi a poluição. Logo que o avião pousou, achei que fosse neblina, mas depois de recolhermos as malas - a minha com as rodas tortas graças à delicadeza dos carregadores do Hercílio Luz, Schipol ou Beijing - o Tonho e a Sônia nos explicaram que a névoa cinza que cobre toda a cidade é pura poluição. Nos disseram também que o governo está tentando mudar isso, mas é complicado. A energia da China vem quase toda de termelétricas, a maioria a carvão. Ou seja, é poluição pra caramba.
Ainda ontem, quando chegamos, passeamos um pouco numa rua de arte e artesanato no centro da cidade. Foi legal, mas gostei mesmo quando, no final dessa rua para turistas, nos embrenhamos num hutong. O mais próximo disso que temos no Brasil é favela. Mas não é bem isso. São casinhas pequenas, grudadas umas nas outras, com uma cozinha e um banheiro comunitário. Tem uns pequenos comércios, açougue, mercearia, conserto de bicicletas, tudo na comunidade. E vielas, muitas vielas estreitas, onde só passam pedestres, bicicletas e motonetas. O mais interessante é que esse traço da China antiga está a 500 metro de um movimentada avenida, cheia de Starbucks, KFC e shopping centers.
Essa dualidade está em tudo. Tem gente jovem com cabelo pintado, garotas com microssaias, engraçadinhas, caminhando pela cidade, e velhinhos com uniformes da época da revolução cultural. Tudo junto. E funcionando! É impressionante, mas a China funciona. Pode ser meio aos trancos e barrancos, mas funciona. O trânsito é caótico, com os carros disputando espaço entre si, com os pedestres e com as bicicletas. O metrô é uma massa de gente, todo mundo embarca e desembarca sem fazer fila, num empurra-empurra. Mas embarcam e desembarcam.
Hoje nós visitamos o Templo do Lama, muito interessante e bonito. Grandes estátuas de budas, entidades diversas, muita simbologia do budismo tibetano. Uma pena que o Nano não estivesse conosco. Uma pena também que não pude tirar fotos de alguns lugares. Era proibido em muitos locais do templo - que na verdade é um complexo com um monte de templos. Os monges estavam de olho e de vez em quando, ao me ver de câmera na mão diziam: "No photo".
Depois fomos na Cidade Proibida. Como aquilo é grande! Quer dizer, eu sabia que era grande, mas ainda assim, impressiona muito. É algo gigante mesmo. Pode se passar um dia ali, mas nós visitamos numa tarde. Há muitas casas fechadas e tantas outras vazias. O que vale é pela beleza arquitetônica e pela amplitude dos espaços.
E também pela história, claro. Mas isso você tem que descobrir sozinho ou contratar um guia, porque as instruções e orientações em inglês são poucas e incompletas. A Sônia, cunhada da Lu que está tendo a paciência de ser nossa guia aqui, disse que os audioguides são muito ruins e não dizem quase nada a respeito da história e da importância da cidade proibida para a China. Ainda assim, é linda, maravilhosa mesmo. Os telhados são muito legais e a Lu se encantou da fila de animais entalhados que há nos beirais. Quanto mais bichinhos, mais importante o dono da casa. Obviamente na Cidade Proibida, morada do imperador, tem bichinho no telhado que não se acaba mais.

13 de maio de 2008

Dia mais que longo

Hoje acordei cedo, muito cedo. Pulei às 4h30min para viajar para o Rio à trabalho, no vôo das 6h10min. Mas o pior é a volta, saindo do Galeão às 22h05min, passando por Curitiba e chegando em Floripa - previsto, claro - às 0h50min. Não vejo a hora de chegar o dia 22.


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11 de maio de 2008

Feliz dia das mães

Hoje foi a última vez que vi os meus velhos aqui no Brasil. A próxima vez que nos encontrarmos será em Viena. Vou ficar com saudades dos dois, mas pelo menos consegui dar um bom abraço de dia das mães na Berna.


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E as imagens, como ficam?

Primeiro post que eu faço do HTC Touch usando uma imagem para ilustrar. Vamos ver como vai ficar.


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7 de maio de 2008

O rolo

Prometi contar do rolo. Bem, a Lu e eu estamos planejando uma viagem para a China desde o ano passado, juntando grana, preparando tudo direitinho para não haver problemas. Mas algumas coisas nós não podemos controlar. As férias da Lu eram uma dessas coisas.

A princípio, viajaríamos no dia 27 de junho, mas pintou um evento para ela assessorar na primeira semana de julho. Ferrou com nossos planos. Acontece que as passagens já estavam compradas.

A agência de viagem nos desenganou dizendo que seria difícil trocar. Felizmente a KLM, emissora dos bilhetes, fez a troca com a gente pagando a diferença. Agora é correr para ajeitar tudo, já que a viagem está marcada para o dia 23 de maio. Tá em cima da hora!

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2 de maio de 2008

Acho que deu certo

Estou feliz. Estamos em Guarulhos e conseguimos trocar nossa passagem para à China. Conto sobre o rolo todo em outro post.

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Going mobile

Estou postando do meu fone novo,um HTC Touch. Uso a rede do café Suplicy, em SP. Gostei disso.

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